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Universidade Federal de Minas Gerais


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Websimpósio sobre H1N1 é realizado na Faculdade


Publicado em: ExternasNotícias - 16 de maio de 2016

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Foto: Débora Nunes

A Faculdade de Medicina da UFMG recebeu nesta segunda-feira, 16 de maio, o “Websimpósio H1N1: Síndromes Gripal e Respiratória Aguda Grave”. O evento contou com a participação presencial de professores, estudantes e funcionários da área da saúde, além de ser transmitido ao vivo pela internet a todos os interessados.

O objetivo do simpósio é divulgar as diretrizes para assistência aos quadros de síndrome gripal, tentando contribuir para a redução do quadro de mortalidade no país. Para o diretor da Unidade, Tarcizo Afonso Nunes, a Faculdade de Medicina está cumprindo o seu papel como instituição de ensino. “Além da pesquisa, ensino e extensão, é preciso promover atividades que possam congregar pessoas de diversas proporções, para que se possa enfrentar esse grave problema que é a infecção por H1N1”, explicou.

As palestras também foram gravadas e serão disponibilizadas no site do Cetes. Em fevereiro, a Faculdade também realizou um simpósio sobre epidemias atuais, com mais de 10 mil acessos durante a transmissão. A professora do Departamento de Pediatria da Faculdade e uma das coordenadoras do evento, Maria do Carmo Barros de Melo, falou sobre a importância da disponibilização das palestras nesses eventos. “Há um impacto muito positivo na condução de pacientes, principalmente por aqueles profissionais que moram foram de Belo Horizonte e não podem acompanhar o evento presencialmente”, comentou.

O superintendente de Vigilância Epidemiológica Ambiental e Saúde do Trabalhador da Secretaria de Estado de Saúde, Rodrigo Said, falou da importância deste evento em divulgar informações sobre a influenza. “As informações relacionadas ao protocolo, à disponibilidade de medicamento e às ações de prevenção nas unidades de saúde e para a comunidade precisam ser divulgadas para integrar todos esses esforços e termos uma resposta mais satisfatória. Todos esses espaços têm grande validade para aprimorar essas estratégias”, afirmou.

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Foto: Débora Nunes

Também participaram da abertura do simpósio a coordenadora do Colegiado do curso de Medicina, Alamanda Kfoury; a superintendente do Hospital das Clínicas da UFMG, Luciana de Gouvêa; a diretora da Escola de Enfermagem da UFMG, Eliane Palhares; a representante da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Belo Horizonte, Taciana Malheiros; a diretora de Medicamentos Estratégicos da Secretaria de Estado de Saúde, Renata Alcântara; o diretor de Serviços Próprios da Unimed-BH, Paulo Pimenta; o presidente da Caixa de Assistência à Saúde da Universidade/UFMG (Casu), Dirceu Wagner Carvalho; e o presidente do Conselho Regional de Medicina, Fábio Guerra.

 

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Rodrigo Said durante palestra. Foto: Débora Nunes

Circulação do vírus em Minas gerais

Na primeira mesa-redonda do evento foram discutidas as síndromes respiratórias agudas. Rodrigo Said ministrou a palestra “Vigilianciados vírus respiratórios em Minas Gerais”, em que abordou o que é a influenza, a circulação do vírus, as políticas de vigilância e dados atualizados sobre a influenza em Minas Gerais. De acordo com o superintendente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 10 a 20% da população mundial seja afetada pelo vírus influenza, devido a facilidade de dispersão. A influenza é divida em três grupos: A, B e C, sendo que os grupos A e B têm capacidade de transmissão para seres humanos e é dentro do grupo A que se encontra o H1N1. “No ano de 2016, até o momento, foram registrados 24 óbitos por influenza em Minas Gerais, sendo 14 deles relacionados ao H1N1 e 63 casos aguardando resultado”, afirmou.


Pediatria e Clínica Médica

Na palestra seguinte, a presidente do Comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade Mineira de Pediatria, Andrea Lucchesi, falou sobre a Síndrome Gripal (SR) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com o enfoque na pediatria. “A SR se caracteriza por um paciente que apresenta febre súbita acompanhada de tosse ou dor de garganta, na ausência de outros diagnósticos. Nas crianças abaixo de dois anos de idade também é considerado sintomas respiratórios como tosse, coriza e obstrução nasal. A SRAG é um individuo de qualquer idade com síndrome gripal e que apresente dispnéia ou fatores de gravidade”, explicou.

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Fernando Botoni explica sobre importância do tratamento precoce. Foto: Débora Nunes

Já o professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade, Fernando Antônio Botoni, destacou a importância do tratamento precoce. “Um dos grandes agravantes da doença é o atraso no tratamento, o ideal é que o início da terapia seja feita nas primeiras 48 horas”, acrescentou. Dentre as terapias estão a suplementação de oxigênio, repouso, hidratação e uso de medicamento adequado.

Vacinação

O convidado para falar sobre vacinação foi o professor da Faculdade de Ciências Medicas de Minas Gerais, José Geraldo Leite Ribeiro. Segundo ele, a vacinação é a melhor forma de prevenção contra a influenza. “Todas as vacinas utilizadas na imunização são fragmentadas, ou seja, não tem o vírus inteiro, além de serem inativadas, assim não infectam o paciente”, afirmou.

A vacina pode causar reações locais, como a hipersensibilidade, que ocorre entre 15 e 20% dos pacientes; manifestações sistemáticas, que ocorre em menos de 1% dos vacinados; e as reações anafiláticas, que são raras. “O Brasil é um dos países que consegue a maior cobertura de vacinação dentro dos grupos de risco. Mesmo a campanha de vacinação sendo destinada para este grupo, espero que no futuro a vacinação seja universal”, conclui o professor.

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