Faculdade de Medicina

Universidade Federal de Minas Gerais


Médico angolano Abreu Tondesso em passagem pelo Laboratório de Triagem Neonatal do Nupad

O Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico da Faculdade de Medicina (Nupad) segue exportando conhecimento para o continente africano. A satisfação nessa experiência de solidariedade internacional não tem preço. Esse é o balanço realizado pela médica Milza Januario, que acompanhou a visita de Abreu Capanema Tondesso, diretor geral da Maternidade Lucrécia Paim, sediada em Luanda, capital de Angola.

A visita aconteceu ao longo da semana passada e é consequência do acordo assinado, em abril, entre o Nupad e o governo angolano. O objetivo é fornecer auxílio na implementação de um programa de triagem neotanal (conhecido popularmente como “teste do pezinho”) para diagnóstico da doença falciforme. O foco da visita de Abreu Tondesso foi conhecer o projeto Aninha, dedicado ao atendimento integral das gestantes portadoras da doença.

A iniciativa do projeto Aninha é do Centro de Educação e Apoio para Hemoglobinopatias (Cehmob), que surgiu a partir de um convênio entre o Nupad e o Ministério da Saúde, além de outros parceiros. “Contamos com uma equipe qualificada de médicos, psicólogos e outros profissionais voltados para o acolhimento das gestantes, ao mesmo tempo em que realizamos pesquisas para compreender melhor as necessidades dessas pacientes”, conta Milza Januario, atual coordenadora do projeto.

Além da sede do Cehmob, a visita incluiu passagens pelo Hemominas, pelos laboratórios do Nupad e pelo Hospital Odilon Behrens, onde Abreu Tondesso pôde ver na prática o atendimento às gestantes com pré-natal de alto risco. “Ele se mostrou uma pessoa extremamente interessada e atenta às características do nosso trabalho. Seria interessante também fazermos uma visita a Angola, pois nos permitiria observar a realidade de uma região com uma incidência de doença falciforme bem superior à nossa”, diz Milza Januario.

Doença Facilforme
Caracterizada pela deformação dos glóbulos vermelhos, a doença falciforme afeta principalmente a população negra. O problema não tem cura, mas é amenizado através do tratamento. A parceria entre o Nupad e Angola prevê a capacitação de técnicos para a realização do diagnóstico. Para isso, conta com um orçamento de 200 mil dólares e um prazo um ano de duração. Além de Angola, o Nupad também possui acordos com Gana e Benin.

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