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Verão é época propícia para o Aedes aegpyti


Publicado em: ExternasRádio - 4 de fevereiro de 2019

Mosquito transmissor de doenças se reproduz mais na época de chuvas. Saiba como identificar os sintomas

Mordida por um mosquito Aedes. Esta espécie pode transmitir doenças como chikungunya, dengue e zika. Crédito: NIAID

Durante a época de chuvas, a incidência das doenças causadas pelo Aedes aegypti aumenta. Para se ter uma ideia, 7.505 casos prováveis de dengue já foram registrados em Minas Gerais em 2019, segundo a Secretaria de Estado de Saúde. O aumento dos casos ocorre justamente nesse período porque o Aedes aegypti precisa de água para se reproduzir. Além da dengue, o inseto também transmite a zika e a chikungunya, além de ser um dos vetores da febre amarela.

As doenças têm sintomas parecidos, mas é preciso ter atenção aos sinais que diferenciam as enfermidades. “Os sintomas das quatro doenças (dengue, zika e chikungunya e febre amarela) são muito parecidos. Todas dão febre, dores no corpo e nas juntas e manchas pelo corpo. No caso da dengue, há um mal-estar maior e com dor de cabeça mais frequente. A zika costuma dar irritação nos olhos, semelhante à conjuntivite e mais manchas pelo corpo.”, esclarece o infectologista e professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, Mateus Westin.

Há ainda sintomas específicos da chikungunya e da febre amarela. “Dores nas articulações aparece com mais frequência na febre chikungunya. Já a febre amarela costuma acometer o fígado e provocar icterícia, ou seja, coloração amarelada na pele”, conclui Westin. Além da observação dos sintomas, é necessário acompanhamento médico e exames para o diagnóstico correto.

Nenhuma dessas doenças tem cura, apenas remédios que podem ser usados para aliviar os sintomas. “O tratamento é suportivo, ou seja, permite que o doente suporte o mal-estar até que a doença desapareça. De forma geral, a adequada hidratação, seja por via oral nos casos leves a moderados, seja por via venosa, é o tratamento mais necessário. E podem ser utilizados também antitérmicos e remédios para dor”, afirma o professor Westin.

Mas não são todos que podem ser consumidos. “Especialmente no caso da dengue, há um risco da doença evoluir para as formas mais graves, com sangramentos, e o uso de anti-inflamatórios ou ácido acetilsalicílico (AAS) implicam em maior risco de evoluir para essas formas graves. Os remédios recomendados, nesses casos, são dipirona ou paracetamol”, alerta. Portanto, caso apresente algum dos sintomas, procure uma unidade de saúde para que o médico recomende a medicação adequada para o caso.

Prevenção

Para evitar a febre amarela é preciso estar com o cartão de vacinação em dia, já que a doença conta com a imunização distribuída gratuitamente nas unidades de saúde. Zika, chikungunya e dengue ainda não possuem vacinas. Por isso, a melhor forma de prevenção é evitando o mosquito Aedes aegypti.

Para isso, não deixe expostos material que possa acumular água, como pneus e até tampas de garrafas. Além disso, utilize mosquiteiros e telas nas janelas e portas e não se esqueça dos repelentes.

Sobre o programa de rádio

Saúde com Ciência é produzido pelo Centro de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG e tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde. Ouça na Rádio UFMG Educativa (104,5 FM) de segunda a sexta-feira, às 5h, 8h e 18h.

O programa também é veiculado em outras 145 emissoras de rádio, distribuídas por todas as macrorregiões de Minas Gerais e nos seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Massachusetts, nos Estados Unidos.

Também é possível ouvir o programa pelo serviço de streaming Spotify.

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