Faculdade de Medicina

Universidade Federal de Minas Gerais


Um motivo especial para comemorar o dia dos pais


Publicado em: Notícias - 7 de agosto de 2009

Kaiser e seu filho Vítor comemoram o dia dos pais com um motivo especial

Kaiser e seu filho Vítor comemoram o dia dos pais com um motivo especial

O dia dos pais é uma data festiva, um momento de comemoração e homenagem. E não são só os pais biológicos que comemoram esse dia. Casais que, por algum motivo, não podem ou não desejam gerar filhos, recorrem à adoção. São nesses casos que encontramos os ‘pais do coração’, pais que dedicam o seu amor ao filho que veio como um presente.

Um exemplo de pai do coração é o especialista na área de redes do Centro de Tecnologia em Saúde (Cetes) Kaiser Bergmann. Há pouco mais de dois anos, ele e sua esposa Fernanda entraram na fila da adoção, e em junho de 2008 adotaram o seu primeiro filho, Vítor, hoje com um ano de idade.

A adoção de Vítor seguiu os trâmites legais da justiça brasileira, e envolveu vários processos até que o dia tão esperado por ele e sua esposa finalmente chegasse. “Há dois anos decidimos adotar uma criança, e desde que entramos na fila, esperamos tranquilamente por esse momento, que veio de uma forma inesperada e surpreendente” conta o papai coruja.

Kaiser enxerga a adoção como uma união entre família e amigos: “É indescritível a experiência de ser pai. Todo o processo, desde quando decidimos adotar uma criança, é fantástico. Todos que estão ao nosso redor acabam se envolvendo, se torna algo coletivo”.

O professor Edison Corrêa, coordenador do Núcleo de Educação em Saúde Coletiva (Nescon), também se considera um pai do coração: “Tenho três filhos do primeiro casamento e sou também ‘pai do coração’ das duas filhas de minha esposa atual, a Patrícia. Costumo dizer que é uma família moderna”. O convívio entre os seus filhos e as filhas de sua esposa do segundo casamento é motivo de orgulho para ele, que faz questão de dizer que “com essa relação, surgiu um laço de amizade e respeito”.

Segundo a professora do Departamento de Psicologia Lídia Weber, da Universidade Federal do Paraná, “não existe um dado que diga quantas crianças são adotadas por ano no Brasil, isso se deve a falta de cuidado das autoridades com o assunto. Para fazer este levantamento é preciso pesquisar em mais de mil comarcas”.

A relação entre pais adotivos e seus filhos
Adotar uma criança envolve muita responsabilidade, e por isso exige o processo muitas vezes é demorado e burocrático. A relação entre os pais e o filho, e o momento de contar sobre a adoção, são fundamentais para a formação da criança.

“O ideal é contar para a criança desde cedo. Os pais devem aguardar a melhor oportunidade para falar, explicar o que é a adoção, como ela aconteceu, enfim, com a maior transparência possível” recomenda o professor da Faculdade de Medicina, José Raimundo Lippi, aposentado do Departamento de Saúde Mental.

O professor afirma também que, se o assunto adoção partir de um questionamento da criança, os pais devem estar preparados para esclarecer as dúvidas e contar tudo com bastante clareza. “O inconsciente da criança é capaz de perceber uma omissão ou mentira, e isso não é bom”, alerta.

O que leva à adoção
Dentre as razões que levam alguns casais à adoção, estão os problemas de infertilidade. “O trabalho desenvolvido pelo médico no tratamento da infertilidade visa sempre o êxito, e envolve todo um processo, que inclui avaliação de prognósticos e orientação. A decisão pela adoção cabe sempre ao casal, depois de muita reflexão”, explica a professora da Faculdade de Medicina, Márcia Mendonça, especialista em reprodução humana.

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