Faculdade de Medicina

Universidade Federal de Minas Gerais


Professora Alaneir dos Santos integra mesa durante encontro em Quito, Equador.

A Faculdade de Medicina da UFMG, por meio do Centro de Tecnologia em Saúde (Cetes), assumiu papel de destaque na discussão e construção de diretrizes relacionadas aos bens e serviços de telessaúde em diversos países da América Latina. A iniciativa conta com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

“O Cetes irá integrar um comitê que coordenará, junto com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), iniciativas de telessaúde e e-health na região”, explica a representante do Cetes, Alaneir de Fátima dos Santos, professora do Departamento de Medicina Preventiva e Social.

Ela retornou de Quito, no Equador, no dia 18 de março, e trouxe consigo avaliações do programa Protocolos Regionais de Políticas Públicas em Telessaúde, iniciado no segundo semestre de 2010, com duração prevista de 24 meses. Inicialmente, seis países estavam envolvidos: Brasil, Uruguai, México, Equador, Colômbia e El Salvador. A reunião de Quito marcou a entrada de outros três: Chile, Argentina e Peru. O esforço conjunto visa tornar os serviços mais eficientes, reduzir os custos e aumentar a qualidade da telessaúde na região, sobretudo para as populações que vivem em locais de difícil acesso.

O custo total do programa está estimado em US$ 1,4 milhão. O BID investe US$ 850 mil, com contrapartida de US$ 548 dos países participantes. A professora Alaneir é responsável pelo acompanhamento geral do programa. “O balanço que fizemos em Quito é positivo e as perspectivas de progresso são grandes. Para o segundo semestre deste ano, já está previsto um curso de capacitação para 250 dirigentes que trabalham no serviço de telessaúde da América Latina”, anuncia.

Padrões mínimos

O programa Protocolos Regionais de Políticas Públicas em Telessaúde possibilita aos países fazerem um diagnóstico da sua realidade, baseando-se em padrões estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre os componentes analisados estão os padrões mínimos para a transmissão de dados entre países e instituições, de forma que a infraestrutura tecnológica e de comunicação permita a integração entre eles.

A proposta é desenvolver uma estratégia que permita a promoção, prevenção e prestação de serviços de telessaúde. “Vamos pensar, por exemplo, normas para receitas médicas eletrônicas, um vocabulário e nomenclatura comum regional, um protocolo para consultas e exames eletrônicos, tratamento da privacidade dos pacientes, entre outros temas”, explica o professor Humberto José Alves, que também integra o quadro do Cetes.

Outra preocupação é a gestão em telessaúde, considerando a conexão entre instituições de ensino, hospitais universitários, estabelecimentos de saúde e a população, sobretudo os setores que tem difícil acesso aos serviços.

Também estão previstos a criação de uma rede de pesquisas em temas ligados à telessaúde; o desenvolvimento de um modelo de capacitação e certificação de pessoal médico e de pessoal de gestão tecnológica; e políticas de inovação e soluções de informática para a área da saúde.

Veja aqui o projeto.

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