A atuação fonoaudiológica em indivíduos com múltiplas deficiências foi um dos temas deste primeiro dia do 2º Congresso de Fonoaudiologia da Faculdade. A palestra “Tecnologia Assistiva e a Inclusão”, com a terapeuta ocupacional, Nivania Maria de Melo Reis,  abordou as áreas de atuação da tecnologia assistiva, além da importância da equipe multidisciplinar e dos programas de comunicação alternativa.

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A terapeuta ocupacional, Nivania Reis, fala sobre tecnologias assistivas. Foto: Carol Morena

Segundo Nivania a tecnologia assistiva, ou ajudas-técnicas, é uma área de conhecimento que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias e práticas de serviço. O objetivo é promover autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social para pessoas com deficiência. “Ela contribui para proporcionar e ampliar habilidades funcionais do paciente. As possibilidades fornecidas por ela fazem grande diferença na vida destas pessoas. A tecnologia torna as coisas mais fáceis para nós, mas para as pessoas deficientes ela torna as coisas possíveis”, afirmou.

A tecnologia assistiva se caracteriza por ser uma área multidisciplinar, em que todos os profissionais envolvidos têm que manter uma comunicação ativa entre si. “Não tem como trabalhar isolado nessa área, tem que ser um trabalho em equipe. Os terapeutas têm uma visão funcional sobre o objeto, já os engenheiros têm uma visão mais mecânica. Então, estamos sempre buscando formas para que essa equipe funcione em sincronia”, contou a especialista.

De acordo com a terapeuta, existem diversas opções de recursos para acessibilidade no mercado, inclusive oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas é preciso avaliar a demanda e a necessidade. “Esse é um processo cíclico, primeiro é preciso entender a situação para depois gerar idéias e escolher alternativas. Depois que o equipamento é construído, é necessário avaliar e acompanhar o seu uso”, explicou.

Comunicação alternativa

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Foto: Carol Morena

Na fonoaudiologia, a tecnologia assistiva é aplicada na comunicação alternativa, através de recursos que possibilitam ou facilitam a comunicação de pessoas com deficiências, como por exemplo, dificuldades na fala. “A ideia é que estes auxílios externos sejam usados na vida prática e também levados para escolas e locais de trabalho”, ressaltou Nivania. Ela conta que, hoje, a maioria dos sistemas operacionais de computadores, tablets e celulares já têm opções de acessibilidade, porém existem programas e aplicativos desenvolvidos exclusivamente para viabilizar a comunicação através do uso de símbolos e imagens.

Além desses recursos, os pacientes também dispõem de equipamentos como vocalizadores, mouses e teclados adaptados, e acionadores, que promovem acessibilidade tanto no uso do computador, quanto em outras atividades não informáticas. “Existem muitas recursos gratuitos ou de baixo custo que podem ser utilizados. A comunicação alternativa liberta a mente”, concluiu.

 

2º Congresso de Fonoaudiologia

O 2º Congresso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da UFMG acontece entre os dias 19 e 21 de maio e tem como tema central “Ciência e Tecnologia para o desenvolvimento profissional”. Ao todo, reúne mais de 400 participantes, formados por fonoaudiólogos, estudantes e profissionais da área de saúde. A programação completa e outras informações estão disponíveis no site .

 

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