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Superação das mulheres violentadas é debatida em Fórum


Publicado em: ExternasNotícias - 2 de dezembro de 2016

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Mesa-redonda debate sobre superação da violência. Foto: Carol Morena

Na segunda mesa-redonda do Fórum Promoção de Saúde e Prevenção da Violência e do Fórum “Para Elas, por Elas, por Eles, por Nós”, que aconteceu nessa quinta-feira, 1° de dezembro, no Salão Nobre da Faculdade de Medicina da UFMG, foram discutidas as relações que envolvem a superação da violência pelas mulheres e o modo como o Mestrado Profissional de Promoção de Saúde e Prevenção da Violência contribui para isso.

Coordenada pela professora do Departamento de Pediatria, Cristiane Freitas Cunha, a mesa-redonda contou com a participação de especialistas convidados, como o psicanalista e professor da Universidade de Antioquia, Mário Elkim, e a psicanalista Ana Ester Pinto, além de professores e representantes discentes da graduação e da pós-graduação.

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Elkin discorreu sobre a relação entre a agressividade e a violência. Foto: Carol Morena

Elkin discutiu sobre a relação entre a agressividade e a violência, e disse que no homem, diferente dos outros animais, a agressividade ocorre por meio da linguagem. “O que nos faz humano é a capacidade de falar, de utilizar os signos linguísticos. Mas há momentos em que nos faltam as palavras necessárias para a construção de pactos sociais. É nesse momento que surge a violência, quando somos incapazes de argumentar”, afirmou Elkin.

Clícia Rodrigues, que representou os alunos de graduação, destacou sobre a importância de se discutir a violência dentro da Faculdade, ainda mais em um momento em que as mulheres são protagonistas de diversas atividades sociais, como no movimento estudantil.

A psiquiatra Ana Ester Pinto, por sua vez, motivou as mulheres a compreenderem a força existencial delas e disse que o cotidiano é o local de superação social das mulheres. “Se aceitar as hierarquias era normal antes, a proposta atual é fazer uma conexão com o feminismo saudável dentro de cada ser humano”, pontuou.

O papel social do Mestrado Profissional

A professora do Departamento de Medicina Preventiva e Social, Andrea Maria Silveira, testemunhou sobre a sua experiência enquanto professora do Mestrado Profissional de Promoção de Saúde e Prevenção da Violência e as incertezas existentes sobre a criação do primeiro mestrado profissional na Faculdade. Além disso, elencou características que diferenciam o curso dos outros programas de pós-graduação da Instituição. “No Mestrado Profissional as pessoas trazem as inquietações do cotidiano para que sejam pensadas aqui na Universidade. E isso nos aproxima da sociedade de uma forma muito mais intensa”, destaca Andrea.

Por fim, a coordenadora do evento e do Programa de Pós-Graduação em Promoção de Saúde e Prevenção da Violência, Elza Machado de Melo, afirmou que a mesa-redonda refletiu as características do Mestrado.  “Acredito que nós podemos trabalhar a diversidade em todos os espaços e, por mais difíceis que sejam os encontros, se a gente tiver a oportunidade de trabalhar com determinadas práticas, é possível reunir e buscar aquilo que pode construir um grande conjunto”, declarou. “Um conjunto plural, pautado na autonomia, mas que, em nenhum momento, deixa de ter uma unidade, uma identidade que nos agrega e nos fazer sentir parte de um todo, que nos faz sentir humanos”, concluiu.

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