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Sobrepeso não é sinal de saúde – Faculdade de Medicina da UFMG

Faculdade de Medicina

Universidade Federal de Minas Gerais


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Sobrepeso não é sinal de saúde


Publicado em: ExternasSaúde - 15 de outubro de 2014

Na semana do dia das crianças, um alerta: a obesidade infantil se transformou em uma epidemia alastrante, e integra parte expressiva da população nessa faixa de idade. No passado, crianças gordinhas eram sinônimas de saúde. Hoje, cerca de 15% das crianças e 8% dos adolescentes sofrem de problemas com a obesidade, e oito em cada dez adolescente continuam obesos na fase adulta.

De acordo com a professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG, Elaine Alvarenga de Carvalho, uma criança pode estar com sobrepeso ou obesa, mas, sem uma alimentação saudável, também pode estar com a chamada “desnutrição oculta”. “A abordagem da criança obesa deve ser sempre com um diálogo aberto, utilizando alimentos de paladar agradável, e mantendo uma alimentação saudável, mas não de forma radical”, ponderou.

Confira abaixo a entrevista concedida pela especialista, abordando as principais dúvidas sobre a obesidade infantil.

Impressa~o

Ilustração: Carina Cardoso

 

Como saber se uma criança está acima do peso ou entrando no quadro de obesidade ou obesidade mórbida?

Em primeiro lugar, a criança ou adolescente deve ser avaliada por um profissional de saúde, através do peso em relação à estatura e pelo índice de massa corporal (IMC). É realizada a análise dos valores encontrados usando curvas/gráficos de crescimento e assim definindo o sobrepeso ou obesidade.

 

Existe algum remédio para ajudar uma criança a emagrecer?

O emagrecimento acontecerá em consequência do seguimento de uma alimentação saudável, e não se utiliza medicamentos na infância para tratamento de obesidade.

 

Quais são as atividades físicas mais indicadas para uma criança obesa?

As atividades físicas regulares são benéficas em qualquer faixa etária e não é diferente para uma criança obesa. Os exercícios devem ser definidos de acordo a idade da criança, lúdico e do gosto pessoal, de 3 a 5 vezes por semana, em torno de 30 a 50 minutos por dia, e de intensidade moderada.

 

Como saber se a origem da obesidade é genética, hormonal ou por excesso de ingestão de alimentos?

A avaliação da criança deve começar a partir da história atual (alimentação, principalmente, e atividade física), pregressa e familiar. Devem ser realizados exames laboratoriais que são complementares. A partir dos resultados, avalia-se a necessidade de exames também dos pais para analisar a possibilidade de causa genética.

 

Quais doenças a obesidade pode causar a uma criança?

A criança obesa pode evoluir com diabetes mellitus, hipertensão arterial e dislipidemias.

 

Por que é tão importante combater a obesidade ainda na infância?

Na infância é que as preferências são definidas, hábitos de vida saudáveis são adquiridos, e assim é facilitada a prevenção de doenças crônicas na fase adulta.

 

Qual é a melhor forma de combater a obesidade infantil?

A prevenção é a melhor maneira de combater a obesidade, como o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida, mantido até dois anos de idade, a introdução de alimentos sólidos aos seis meses de idade, de acordo com a maturidade neurológica, uma alimentação saudável (equilibrada entre carboidratos, proteínas e lipídeos) e realização de atividades físicas regulares.

 

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