Faculdade de Medicina

Universidade Federal de Minas Gerais


O Núcleo de Educação em Saúde Coletiva (Nescon), em parceria com a Diretoria da Faculdade de Medicina e com o Centro de Extensão (Cenex-Med), promoveu nesta quinta-feira, 17, às 16h, no Salão Nobre da Medicina, o Seminário Dengue: decifra-me ou devoro-te.

Coordenado pela professora Regina Lunardi, do Departamento de Pediatria e pelo professor Ari Pinho Tavares, do Cenex-Med, participaram mais de 400 pessoas, entre alunos de Medicina, Enfermagem e de várias outras áreas da saúde.

Na abertura, o professor Manoel Otávio da Costa Rocha, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Infectologia e Medicina Tropical da Faculdade, destacou o alto índice de mortalidade por doenças infecciosas e parasitárias considerada a segunda maior causa de morte no mundo. Segundo ele, o dengue aparece entre elas como exemplo significativo, principalmente em sua forma clínica denominada hemorrágica.

Segundo Rocha, esses números são ainda maiores em crianças e em países subdesenvolvidos. “Essas doenças matam mais de 12 milhões de pessoas por ano, no mundo. Só aqui em Belo Horizonte, 25% das internações hospitalares do Hospital Odilon Behrens se devem a doenças infecciosas e parasitárias”, explicou. (Veja Apresentação Power Point)

Na seqüência a médica Palmira Bonolo, da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, detalhou a situação da dengue em Belo Horizonte.

De acordo com Bonolo, dados atuais da Vigilância Epidemiológica revelaram que até o dia 17 de abril, foram notificados 6.228 casos suspeitos dentre os quais 2.248 foram confirmados, 70% deles concentrados na região Nordeste da capital (Veja Apresentação Power Point). Também foi apresentada a situação do dengue em Minas Gerais e as ações de prevenção e controle, pelo gerente da Vigilância Ambiental Estadual, Francisco Lemos. (Veja Apresentação Power Point)

Sobre o manejo clínico, a médica Sílvia Hees de Carvalho, alertou para a os sintomas, comparados com doenças infecciosas. “A dengue tem um alto grau de inespecificidade, pois sintomas comuns são febre, dores de cabeça e nas articulações, cansaço e vômito, semelhante a outras doenças, o importante é atentar para dengue mas sem descartar outras possibilidades, além disso é fundamental fazer a prova do laço, que garante até 80% de acerto no diagnóstico do tipo hemorrágico”, opinou. (Apresentação Power Point)

A professora Helaine Brant, do Departamento de Pediatria, revelou dados de pesquisas desenvolvidas pela pós-graduação da Faculdade, relativos a atendimento de crianças entre 1 e 12 anos, em Belo Horizonte e que analisam casos de dengue e não-dengue. Ela alertou para os riscos de um diagnóstico precipitado.

“Por exemplo, crianças com dengue apresentaram dor de cabeça em 37% dos casos, prostração em 47% e vômito em 35%. Já crianças com outras doenças, apresentaram sintomas muito semelhantes: 36%, 46% e 28%, respectivamente, o que pode confundir o diagnóstico. Nesses casos, os sinais de alerta podem se diferenciar”, ressaltou.

Após as apresentações, as 14 questões do CD-ROM Dengue: decifra-me ou devoro-te foram comentadas pelos palestrantes e houve sorteio de kits e livros. O Seminário Dengue: decifra-me ou devoro-te é parte das ações de prevenção e controle da dengue, desenvolvidas no Campus Saúde da UFMG.

Redação: Zirlene Lemos – Jornalista
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