Com espaço para discussão e construção coletiva, foi encerrado, na tarde dessa quarta-feira, 27, o seminário “Saber para cuidar: doença falciforme na escola”.

“Ainda estamos na primeira fase, de articulações politicas. Precisamos estabelecê-las muito bem, quais os papéis de cada um, e conhecer os equipamentos existentes para fortalecer a proposta”, afirmou Cristiane Rust, coordenadora do Centro de Educação e Apoio Social do Nupad (Ceaps).

Para dar encaminhamento ao projeto, algumas propostas de metodologias foram apresentadas por Cristiane.“É importante sensibilizar gestores, diretores, professores, profissionais e coordenadores de programas que já existem”, mencionou. O uso da educação à distância para capacitação e produção de material didático também foi apontado. “Também precisamos mostrar aos professores que existem programas para apoiá-lo, não só sobre a doença falciforme, mas sobre outras doenças crônicas”, destacou Cristiane.

A partir das apresentações e discussões do seminário, também foram definidas três temáticas principais a serem trabalhadas: as peculiaridades da doença falciforme, a relação entre a escola e família, e a diversidade no ambiente escolar. Cristiane também agradeceu a motivação e a contribuição de todos os participantes do seminário. “Estamos construindo esse projeto juntos. Todos os presentes são engajados e têm muito a contribuir para as reflexões em conjunto”, ressaltou.

Nélio Januário, coordenador do Nupad e do evento, reafirmou ainda a importância do apoio institucional do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais de Educação e Saúde. “Com essa parceria, podemos pensar em Minas Gerais, que são 6.500 pessoas com doença falciforme. É impossível tocar um projeto dessa magnitude sem um apoio institucional desse porte”, agradeceu.

Conheça algumas das pré-definições para o projeto Saber para cuidar:

-Não focar na criança doente, pois o aluno com doença falciforme não está o tempo todo doente.

– Inserir a questão do racismo e bullying.

– Trabalhar com programas já existentes que possam somar ao trabalho, como o Programa de Intervenção Pedagógica (PIP), Serviço de Apoio à Inclusão (SAI) e Programa Saúde na Escola (PSE).

– Estimular a implantação da classe hospitalar e domiciliar.

– Apropriar da legislação da educação pelas instituições e sujeitos envolvidos

– Promover discussões acerca dos limites éticos.

– Valorizar os espaços e atividades de lazer na escola

– Iniciar o trabalho com município de Belo Horizonte, que tem grande número de pacientes e articulações políticas mais avançadas.

– Atuar nos municípios que participam do projeto de capacitação Linha de Cuidados ou que tenham o PSE já esta estruturado.

– Trabalhar em parceria com o controle social, para reforçar os direitos e deveres da família, valorizando a importância da educação.

– Fortalecer com as famílias a autonomia da pessoa com doença falciforme.

Para mais informações sobre o projeto, envie um e-mail para saberparacuidar@hotmail.com.

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