Faculdade de Medicina

Universidade Federal de Minas Gerais


Saiba mais sobre a doença celíaca


Publicado em: Notícias - 8 de outubro de 2012

Pessoas com doença celíaca não podem comer pães, massas e pizzas.

O professor do Departamento de Pediatria, especializado em gastroenterologia infantil, Luciano Amedèe Pèret Filho, explica a doença celíaca, desordem auto-imune resultante da intolerância permanente ao glúten – proteína encontrada em alguns cereais, como aveia, centeio, cevada e trigo.

Surgimento da doença
Segundo Perèt Filho, o surgimento da doença pode acontecer ainda nos primeiros anos de vida, quando começa a ingestão de outros alimentos além do leite do materno.  “A doença celíaca, relacionada à predisposição genética, tem origem no contato do indivíduo predisposto com o glúten” diz.

Sintomas
Os sintomas clássicos podem ocorrer logo após os primeiros contatos com a proteína, mas, em alguns casos, esse processo pode demorar meses e até anos. “Os sintomas são variados e podem ocorrer em períodos de tempo distintos. Os mais comuns são emagrecimento, diarreia e dores abdominais. Também existem problemas relacionados à nutrição, pois o glúten causa lesões nas paredes intestinais, o que prejudica a absorção de alguns nutrientes, por exemplo, o ferro”.

Diagnóstico
Segundo Perèt Filho, a maneira mais precisa de diagnóstico é a endoscopia com biópsia, que recolhe amostras de tecido do duodeno (parte mais alta do aparelho digestivo). “A partir destas amostras, observamos se existe alteração das vilosidades que revestem a parede do duodeno, pois uma das consequências da intolerância ao glúten é a atrofia destas mesmas vilosidades, prejudicando a digestão de uma maneira geral e impedindo a absorção do ferro, que é fundamental para o crescimento”.

Tratamento
O tratamento consiste em uma dieta restritiva para o resto da vida, ou seja, os portadores da doença celíaca nunca devem ingerir alimentos que contenham glúten.  “O tratamento é simples, porém causa transtornos, uma vez que é difícil deixar de ingerir massas como macarrão, pães e pizzas”. O professor afirma ainda que é importante que os portadores façam acompanhamento nutricional, para que os ajustes a esta dieta radical sejam realizados com menos sofrimento e prejuízo ao desenvolvimento corporal.

    Contador de visitas: 164 visualizações

    Veja também: