Rouquidão tem tratamento


Publicado em: Notícias - 1 de fevereiro de 2012

Uma noite de festa, um vento mais frio, algumas horas seguidas de conversa. Para muita gente, qualquer alteração na voz é motivo para surgimento da rouquidão. Esse tom vocal mais grave e áspero aparece por inúmeras causas, sendo a maioria sujeita a tratamento. Para aqueles casos sem solução definitiva, há controle com especialistas.

De acordo com o médico e professor do departamento de Oftalmologia e Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da UFMG, Celso Gonçalves Becker, a voz rouca não pode ser considerada uma doença, e sim um sintoma de alguma alteração na saúde. “Ocorre quando há um distúrbio na vibração da prega vocal”, explica.

Entre as causas mais frequentes para a rouquidão, está o surgimento de nódulos, no caso das mulheres, e pólipos, mais comum em homens. “Ambos são parecidos e surgem por causa do abuso vocal”, ensina Celso Becker, que associa a rouquidão a profissões que exigem um grande esforço de fala, como magistério, jornalismo e canto.

Pequenas alterações estruturais nas pregas, que aparecem ainda no desenvolvimento do embrião, assim como refluxo, quando o ácido do estômago atinge a laringe, também provocam a voz rouca. Em mulheres que fumam, o problema também é recorrente. “É o que chamamos de Edema de Reinke. Todo mundo conhece alguma mulher que, depois de muitos anos de tabagismo, fica com a voz mais grave”. Resfriado, laringite aguda e doenças causadas pelo vírus papiloma na laringe também provocam rouquidão.

Um problema de saúde mais grave também pode se manifestar com uma mudança na qualidade da voz: o câncer na laringe. Mais comum em homens, esse tipo de tumor maligno afeta, principalmente, quem tem entre 50 e 70 anos e faz uso de cigarro e/ou álcool.

Quando procurar um médico
Celso Gonçalves Becker aconselha procurar um médico quando se passam mais de 15 dias de rouquidão. Para os nódulos e pólipos, assim como a maioria dos casos de rouquidão crônica, o mais recomendado é tratamento como fonoterapia. A cirurgia corrige o problema, mas só é indicada em casos excepcionais. Tratando-se de um câncer, o tratamento consiste, principalmente, em cirurgia, radioterapia ou quimioterapia.

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