Responsabilidade com os resíduos no campus Saúde


Publicado em: Notícias - 31 de agosto de 2009

No primeiro semestre de 2009, os resíduos recicláveis do campus Saúde somaram mais de 47 toneladas, entre papéis, plásticos, galões e sucatas.  Em comparação com o segundo semestre de 2008, houve um aumento de 23% na quantidade gerada, quando foram recolhidas 38 toneladas.

A Faculdade de Medicina contribuiu com mais de 12 toneladas dos recicláveis recolhidos em 2009. “Os resíduos quando reciclados não degradam a natureza, e podem ser usados para produzir novos materiais. Além disso, a entidade que recebe as doações beneficia várias famílias, com a renda do trabalho com recicláveis”, observa Sérgio Corrêa, chefe do Setor de Infraestrutura Operacional.

A Faculdade de Medicina, o Hospital das Clínicas, e a Escola de Enfermagem realizam periodicamente a pesagem dos resíduos gerados.

“Essa pesagem é feita para monitorar o gerenciamento de resíduos e verificar como está a implantação do processo, atendendo indicadores e metas da legislação”, explica Elci de Souza Santos, coordenadora do Setor de Resíduos do Hospital das Clínicas e responsável pelo encaminhamento dos resíduos do campus Saúde.

O objetivo a ser alcançado pelo campus Saúde é diminuir a quantidade de resíduos de risco e aumentar a quantidade de recicláveis.

Os resíduos recicláveis são pesados diariamente, pois são doados a cooperativas que trabalham com esse tipo de material. A cada 6 meses, acontece uma reunião pública que determina qual associação receberá os resíduos no próximo período.

“Há atualmente 5 abrigos provisórios distintos no campus, e está previsto para este ano o início das obras de construção dos abrigos definitivos, que irão receber os resíduos comuns, infectantes e químicos”, esclarece Elci.

Divisão dos resíduos
Os resíduos se dividem em 5 grupos distintos:

A – Resíduos com risco biológico
A1 – culturas e estoques de microrganismos resíduos de fabricação de produtos biológicos, exceto os hemoderivados; meios de cultura e instrumentais utilizados para transferência, inoculação ou mistura de culturas; resíduos de laboratórios de manipulação genética.
A2 – Animais, carcaças inoculadas com microorganismos de relevância epidemilológica e suas forrações.
A3 – Peças anatômicas de humanos.
A4 – materiais usados na assistência quando contaminados (como gasinhas, sondas, drenos vazios, bolsas transfusionais vazias ou com volume residual pós transfusão etc.).
A5 – Órgãos, tecidos, fluidos orgânicos, materiais perfurocortantes ou escarificantes e demais materiais resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais, com suspeita ou certeza de contaminação com príons.
B – Resíduo Químico
C – Rejeito Radioativo
D – Resíduo Comum incluindo os recicláveis
E – Resíduo Perfurocortante

Essa classificação é seguida pelo Campus Saúde para resíduos, e deve ser de conhecimento de todos os setores. “No campus Saúde, existem os resíduos A1, A3, A4, B, D e E, sendo de responsabilidade do gerador identificá-los e encaminhá-los para a coleta corretamente” afirma Elci.

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