Faculdade de Medicina

Universidade Federal de Minas Gerais


CHAIN convida UFMG para rede de Saúde Pública


Publicado em: Notícias - 11 de dezembro de 2009

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Foto: Zirlene Lemos

Numa Era em que muito se fala sobre network (rede de relacionamentos), onde os contatos se mostram essenciais para viabilizar possibilidades e parcerias, na área de saúde pública não poderia ser diferente.

Uma reunião da Rede de Atenção à Obesidade, realizada nesta quinta-feira, 10, durante o IV Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde com representantes do Brasil, Itália, Inglaterra e Alemanha, analisou a proposta de a UFMG, em parceria com as secretarias Estadual e Municipal de Saúde, coordenar, com foco especial na área de obesidade, no âmbito da América Latina, um braço da Rede CHAIN.

Segundo o italiano Marco Luvisi, gestor de atenção primária em saúde, a CHAIN – Contact, Help, Advice and Information Network -, da qual é consultor, é uma rede de informações online para profissionais da saúde e assistência social.

Ela é baseada em áreas específicas de interesse de compartilhamento de informações e oportunidades em saúde pública, intercâmbio de experiências e articulações acadêmicas e/ou profissionais.

A Rede
Nascida no Reino Unido, há mais de 12 anos, a rede reúne aproximadamente 8 mil pessoas que trabalham na saúde da família, além de pesquisadores, gestores e instituições de ensino, com ramificações em mais de 40 países do mundo incluindo Canadá, Austrália e Escandinávia, formando um pool internacional de conhecimento tácito e de apoio mútuo para os profissionais de saúde.

É financiada por um consórcio de 12 apoiadores, incluindo o Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde, Escola Escocesa de Atenção Básica, Instituto de Saúde Pública da Irlanda, além da Sheffield Hallam University, Cochrane Collaboration, Joanna Briggs Institute, entre outros apoiadores.

Para a professora Maria do Carmo Barros de Melo, da comissão organizadora do Congresso, esta é uma oportunidade de visibilidade e colaboração. “A adesão à rede é uma maneira de dar visibilidade às várias ações desenvolvidas na UFMG, permitindo ajuda mútua entre as pessoas no setor de saúde no Brasil, conectado a outros membros por todo o mundo”, ressaltou.

Na avaliação da médica Maria Angélica de Salles Dias, uma das representantes da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte e membro do Observatório de Saúde Urbana de Belo Horizonte, que tem sede na Faculdade de Medicina da UFMG, a participação na rede pode representar um avanço nas políticas públicas de saúde.

“BH já tem uma política de intervenção na área de obesidade, por exemplo, com o projeto Academia da Cidade (uma parceria da Prefeitura de BH e da UFMG), mas a possibilidade de conhecer outras maneiras de fazer e discutir com países que já adotaram políticas que se mostraram eficazes, além de verificar como eles procederam para melhorar a saúde da população pode nos ajudar, até para balizar se estamos no caminho que vai impactar positivamente a saúde das pessoas atendidas”, ressaltou.

Obesidade
De acordo com os números da Organização Mundial da Saúde (OMS) são mais de um bilhão de adultos com excesso de peso (dados 2000). Desse grupo, pelo menos 300 milhões são obesos.  A situação é tão alarmante que doença  ganhou status de epidemia. A estimativa é que em 2030 o mal aumente 70% nos Estados Unidos, 50% na Inglaterra e 30% no Brasil.

Na Inglaterra, outro estudo – Tackling Obesity in England (Combatendo a Obesidade na Inglaterra) – demonstrou que o tratamento direto da doença custa cerca de 500 milhões de libras ao país. Além desse valor, mais de 2 bilhões de libras foram gastos na terapia de doenças relacionadas, como problemas do coração e diabetes.

Os números são alarmantes e comprovam a necessidade do acompanhamento médico e tratamento precoce. A obesidade, cada vez mais, deve ser considerada um problema de saúde, já que pode levar a um guarda-chuva de complicações, como diabetes, problemas circulatórios, respiratórios e até cardiovasculares.

Hoje, com o aumento de peso da população, os países devem se preparar para atender a crescente demanda de doenças relacionadas. No Brasil uma pesquisa do IBGE, indicou que 40% dos adultos estão acima do peso e mais que 10% da população é obesa.

Segundo Marco Luvisi, um dos responsáveis pela criação da rede de obesidade na Itália, prevista para começar no início de 2010, é fundamental que haja o envolvimento de vários atores e de várias áreas para permitir uma rica troca de experiências.

Se a UFMG aderir à CHAIN, o impacto será a composição de uma rede internacional e multiprofissional nos cuidados de saúde. Além disso, como parte interessada a Universidade terá o direito de usar todas as potencialidades da rede, expor suas pesquisas, saber de oportunidades educativas, divulgação de materiais relevantes; ter acesso às pesquisas acadêmicas internacionais, de outros membros da rede, entre outras.

Também participaram da reunião Vince Ion, enfermeiro e membro da CHAIN, Márcio Luiz Bunte de Carvalho, diretor do Laboratório de Computação Científica (LCC) professor Paulo Pimenta, assessor especial da Reitoria para o campus Saúde, além dos representantes das secretarias municipal e estadual de saúde.

Na próxima semana, sob a coordenação de Maria do Carmo Barros, o grupo se reúne novamente para dar prosseguimento à análise da proposta e discutir estratégias institucionais que possam levar a possível adesão à rede.

Conheça a redeCHAIN

Mais informações: www.telessaude2009.com.br ou (31) 3409 9636 e (31) 3409 9939.

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Redação: Zirlene Lemos – Assessoria de Comunicação do Nescon

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