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Projeto Nascente se compromete em trabalhar para crianças


Publicado em: ExternasNotícias - 7 de junho de 2018

Carol Prado*

Apresentação do projeto abordou importância da interprofissionalidade na atenção à saúde da criança

A Faculdade de Medicina da UFMg recebeu hoje, 7 de junho, o lançamento do projeto Nascente, parceria da UFMG com a Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde que objetiva promover a capacitação de equipes de Saúde da Família em cada um dos 30 municípios conveniados com o Internato em Saúde Coletiva (Internato Rural) da Faculdade de Medicina da UFMG.

De acordo com o chefe do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade, professor Antônio Thomaz da Matta Machado, é hora de defender e celebrar o Sistema Único de Saúde (SUS), os projetos da saúde da família e vacinação infantil. “Não podemos deixar a peteca cair”, afirmou. O professor Geraldo Cunha Cury, coordenador do projeto, acrescentou: “é obrigação do projeto trabalhar para construir um futuro para nossas crianças”.

Na ordem: Antônio Thomáz, Geraldo Cury, Thereza de Lamare, Cláudia Mayorga, Míriam Braguita, Alamanda Khoury e Maria do Carmo Barros de Melo. Foto: Carol Morena

As Equipes de Saúde da Família, compostas por médicos, enfermeiros, técnicos e agentes comunitários de saúde, serão capacitadas através de um curso semipresencial, com seminários locais e vídeo aulas na plataforma Phila, do Núcleo de Educação em Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina da UFMG (Nescon). Os seminários locais serão ministrado por “multiplicadores”, uma Equipe de Saúde da Família previamente capacitada por professores da UFMG. O curso de capacitação terá duração de dois meses, com oito encontros presenciais; sendo o último um diagnóstico para criação de plano de ação para o município.

Para a diretora do Departamento de Ações Pragmáticas e Estratégicas da Secretaria de Atenção a Saúde do Ministério da Saúde, Thereza de Lamare Franco Neto, o Nascente é um projeto desafiador, por ser de grande extensão territorial. Precisamos mudar a concepção de que cuidar de uma criança é apenas pesar e medir”, completou.

Pró-reitora de Extensão da UFMG, a professora Cláudia Andréa Mayorga Borges frisou a importância a fortalecer o papel público da universidade e a importância de se estar atenta às necessidades da população. “Devemos focar na ‘dimensão transformadora’ da extensão. Democratizar o conhecimento, transformar a sociedade e ter esse aspecto formativo dos estudantes. Conectá-los com a realidade, com criação de oportunidades de experiências”, acredita.

Também participaram do lançamento a vice-diretora da Faculdade de Medicina da UFMG, professora Alamanda Kfoury Pereira, a secretária executiva da Rede Nacional Para a Primeira Infância e diretora executiva da ANDI comunicação e direitos, Míriam Cordeiro Braguita; e a chefe do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG, Maria do Carmo Barros de Melo.

Professores coordenadores do projeto Nascente: Maria Inês Sena, Cláudia Lindgren, Geraldo Cury e Francisco Rubió. Foto: Carol Morena

A parceria para o projeto, intitulado “Capacitação das Equipes de Saúde da Família na Promoção do Desenvolvimento Infantil Integral e Aperfeiçoamento da Linha de Cuidado da Criança, em ações integradas com a Assistência Social, Educação e Cultura e ampliação do uso da Caderneta da Criança”, foi firmada por meio do Termo de Execução Descentralizada (TED) número 62, de 2017. Além do professor Geraldo Cury, na coordenação, integram a equipe do projeto, na subcoordenação, os professores da Faculdade de Odontologia da UFMG Raquel Conceição Ferreira e Maria Inês Barbeiro Sena, e da Faculdade de Medicina da UFMG, Cláudia Regina Lindgren Alves, do Departamento de Pediatria e Francisco Rubió, do Departamento de Medicina Preventiva e Social.

Atenção e interprofissionalidade
Thereza de Lamare contou sobre o livro desenvolvido a partir da portaria Nº 1130 de 5 de agosto de 2015, instituindo a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da criança (PNAISC). O livro, de mesmo nome, regulamenta a assistência que deve ser prestada à criança, e traz esclarecimentos sobre a caderneta.

Thereza de Lamare fala aos alunos do Internato Rural. Foto: Geraldo Cury

Para ela, é importante atentar para a nomeação. “Percebemos que até os profissionais de saúde continuam a chamar a caderneta de ‘carteira de vacinação’” contou. “A caderneta agora diz respeito não só a saúde da criança, mas também a aspectos relacionados à educação e assistência social” concluiu.

A professora Cláudia Lindgren atentou para a complexidade e abrangência com o cuidado na primeira infância. Além dos aspectos interprofissionais, a professora citou que é preciso maleabilidade e atenção às especificidades de cada local. “Os planos de ação de intervenção devem ser ajustados àquela sociedade, para que possam funcionar de fato”, apontou. O professor Francisco Rubió completou: “não podemos tratar assuntos apenas teoricamente”.

Redação: Carol Prado – estudante de jornalismo
Edição: Mariana Pires

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