Faculdade de Medicina

Universidade Federal de Minas Gerais


Aceleradora apoia o grupo Newborn Skinage com um programa de inovação tecnológica focado no empreendedorismo social

Professoras Zilma Reis e Maria Albertina, da esquerda para a direita. Foto: Arquivo Pessoal

Professoras Zilma Reis e Maria Albertina, da esquerda para a direita. Foto: Arquivo Pessoal

O projeto de pesquisa Newborn Skinage, coordenado pela professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFMG, Zilma Reis, foi selecionado entre 211 candidatos de 28 países para participar da 7ª edição do Building Global Innovators. A proposta foi escolhida por um júri do Massachusetts Institute of Technology, dos Estados Unidos.

Newborn Skinage é um projeto de inovação tecnológica voltado para o desafio de reduzir as complicações imediatas e futuras relacionadas ao nascimento prematuro, principal causa de óbitos nos países de renda baixa e média, além de condições de saúde incapacitantes nos países de renda alta. O estudo desenvolve uma nova tecnologia para estimar a idade gestacional de um bebê ao nascimento.

“Sem informação confiável da idade gestacional, os profissionais de saúde perdem oportunidades críticas para a tomada de decisões na assistência ao recém-nascido nos primeiros minutos, horas e dias de vida”, explica a professora do Departamento de Pediatria, Maria Albertina Rego, uma das líderes do grupo técnico da pesquisa. “As consequências podem levar ao óbito ou à sequelas e desabilidades neurológicas para toda a vida”, continua.

Apoiado também pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), o grupo de pesquisadores, composto por outros membros da UFMG, da UFRB, de estudantes de pós-graduação e técnicos em informática, preparou um protótipo baseado nas propriedades biofísicas da pele.  “A tecnologia está sendo testada na Maternidade do Hospital das Clínicas da UFMG, e, futuramente, poderá chegar ao mercado com baixo custo e útil sempre que a informação sobre a idade gestacional for desconhecida ou imprecisa”, afirma a professora Zilma Reis.

O Building Global Innovation, uma iniciativa da Universidade de Lisboa e do MIT, é considerado uma das 100 maiores aceleradoras de inovação em tecnologia do mundo, de acordo com o “Hot Topics Accelerator” de 2015. Durante os próximos dois anos, os pesquisadores receberão apoio técnico do BGI, com encontros semanais a distância e com novas atividades formativas presenciais semestrais. “O objetivo é captar novos recursos e investidores para que o novo produto ultrapasse os limites da universidade, rumo aos seus consumidores”, Zilma conta.

Com o apoio, o projeto atinge uma nova etapa e poderá ser conduzido com maior segurança para a segunda etapa de uma inovação tecnológica, que consiste em mostrar sua eficácia e atingir a fase de produção em escala para público, o qual poderá se beneficiar. “Pretende-se estimar o impacto clínico e social do projeto e atingir a fase de produção em escala mundial, destinado aos profissionais que assistem ao parto, seja em locais com baixos recursos ou de forma complementar nos cenários com recursos assistenciais adequados”, conclui.

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