Trabalho do Ceesf elabora plano de ação para tornar estratégia de saúde mais eficaz

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Ações do PSE acompanham bem-estar dos estudantes para prevenção de agravos à saúde. Foto: Tribuna do Povo.

O Programa de Saúde na Escola (PSE) é uma estratégia que busca integrar a saúde e educação das crianças e adolescentes de todo o país. Segundo a enfermeira Raquel Lopes Bonisson Silva, autora de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) no Curso de Especialização Estratégia Saúde da Família (Ceesf) ofertado pelo Nescon, o PSE é mais do que a pesagem e medição de altura das crianças nas escolas.

Em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte, o Programa está presente desde 2010 e propõe ações de promoção, prevenção e atenção à saúde na cidade. Entre suas intervenções nas instituições de ensino municipal estão a avaliação clínica, nutricional e oftalmológica dos estudantes, além da atualização do calendário vacinal e ações de prevenção do consumo do álcool e drogas.

Porém, segundo Raquel, as equipes de saúde encontram dificuldades em realizar tais atividades devido ao desconhecimento do projeto por alunos e a comunidade. Trabalhando de março a novembro de 2015 no Programa, a pesquisadora conta que mesmo os professores mostravam-se relutantes no atendimento aos estudantes. “Muitos deles não entendiam a importância do acompanhamento da saúde das crianças e adolescentes”, lembra a pesquisadora. “Por vezes, eles achavam que estávamos atrapalhando a aula”, diz.

Visando melhorar a adesão por profissionais da educação e da saúde ao PSE, Raquel propôs, em seu TCC, um projeto de intervenção para apresentar e refletir sobre o programa e suas abordagens. “Através da participação desse público podemos atuar transformando os hábitos de vida de grande parte da população, prevenindo agravos à saúde e modificando os números de mortalidade do município”, opina a autora.

Conhecendo ações e carências

Para as primeiras ações, Raquel propõe a instrução dos profissionais envolvidos no Programa, tanto da unidade de saúde quanto das escolas. “Eles precisam conhecer sobre o que é o PSE, quais seus objetivos e os caminhos para atingi-los”, afirma.

Para a pesquisadora, essa intervenção é importante para que professores e profissionais das Unidades Básicas de Saúde consigam acompanhar o bem-estar dos adolescentes, com uma avaliação mais completa e tratamento dos problemas encontrados. “Rodas de conversa e visitas de apresentação do PSE nas unidades seriam de grande eficácia, principalmente naquelas que são referência para as famílias”, acentua.

Na comunidade, as rodas de conversa também fazem parte do plano de ação. Por meio delas, seria possível conhecer as demandas dos usuários de cada região e pensar ações conjuntas entre saúde e educação. “O serviço de saúde não pode simplesmente dar instruções a essa população. As ações de bem-estar serão mais eficazes se partirem de uma construção conjunta”, comenta Raquel.

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