As atividades de hoje, 20 de maio, do 2º Congresso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da UFMG, tiveram entre as discussões iniciais as “Experiências de Capacitação a Distância”. A palestra aconteceu no Salão Nobre da Unidade e foi ministrada pelas professoras do Departamento de Psicologia da UFMG, Ângela Maria Pinheiro e Annelise Julio. Já a debatedora convidada foi a fonoaudióloga Luciana Mendonça.

Ângela Maria Vieira Pinheiro 2

Para Ângela Maria, a capacitação a distancia contribui positivamente para a Saúde. Foto: Larissa Rodrigues

Para Ângela, a capacitação de profissionais a distância no Brasil tem avançado nos últimos anos para atender a demanda, gerando impactos sociais positivos na área da saúde. Mas, também há desafios. Uma das principais dificuldades é adequar às informações que são trazidas da Europa e dos Estados Unidos para a realidade do Brasil. “Essas iniciativas são muito importantes. Precisamos ter um cuidado especial com a capacitação dos nossos professores”, destacou Ângela.

A professora ainda trouxe como exemplo de cursos a distância o site DislexiaBrasil, um curso online e gratuito para capacitar professores sobre a dislexia, como identificá-la e o que se deve fazer em casos de suspeita da doença. O site foi baseado nas versões em inglês e francês que já existiam, mas, de acordo com Ângela, o objetivo é tornar o curso mais próximo da realidade brasileira. “Pretendemos mostrar como o modelo brasileiro de capacitação de ensino básico pode ser ajustado ao contexto de outros países que falam português. É um trabalho duro, mas sentimos a recompensa a cada dia”, afirmou.

Outro modelo de ambiente virtual de aprendizado mostrado foi o site Discalculia Brasil, elaborado pelo Laboratório de Neuropsicologia do Desenvolvimento da UFMG.  Segundo Annelise, o curso foi baseado no DislexiaBrasil e surgiu a partir da necessidade dos profissionais em conhecer mais sobre a discalculia. “Essa doença é um distúrbio neurológico, em que a pessoa tem dificuldade persistente no aprendizado da matemática”, explicou Annelise. “Os profissionais que trabalham com crianças e adolescentes, principalmente os professores, precisam estar capacitados para saber como reconhecer e lidar com ela”, completou.

Annelise Julio

Annelise defende a necessidade do cuidado multidisciplinar . Foto: Larissa Rodrigues

Annelise também disse que essas duas doenças têm uma importante relação com a fonoaudiologia. “É importante fazermos uma abordagem multidisciplinar. Existem aspectos do aprendizado da matemática que depende de processos da fonoaudiologia, como os marcadores cognitivos e a representação verbal auditiva”, concluiu.

2º Congresso de Fonoaudiologia

O 2º Congresso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da UFMG, que acontece entre os dias 19 e 21 de maio, tem como tema central “Ciência e Tecnologia para o desenvolvimento profissional”. Ao todo reúne mais de 400 participantes, formados por fonoaudiólogos, estudantes e profissionais da área de saúde. A programação completa e outras informações estão disponíveis em www.medicina.ufmg.br/congressofono

    Contador de visitas: 294 visualizações

    Veja também: