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Profilaxia Pré-Exposição: conheça o método de prevenção contra a Aids


Publicado em: ExternasRádio - 24 de novembro de 2017

Na semana do Dia Mundial de Luta contra a Aids (1º/12), Saúde com Ciência destaca formas de prevenção e transmissão do vírus HIV, dentre outros assuntos

Usar preservativos nas relações sexuais e não compartilhar seringas e materiais perfurocortantes estão entre as principais formas de prevenção à transmissão do vírus HIV. Mas não são as únicas. A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), método já utilizado em outros países, busca diminuir o número de novas transmissões do vírus entre os públicos vulneráveis. Ele consiste na administração diária de medicação antirretroviral – a mesma utilizada no tratamento de pessoas HIV positivas – para pessoas que não tem o vírus no organismo, diminuindo a chance de transmissão do HIV.

A PrEP é um método adicional e não substitutivo, ou seja, ela deve ser adotada em conjunto com outras medidas preventivas, principalmente o uso de preservativos. Ela atua como uma forma de diminuir as possibilidades de transmissão em uma eventual relação desprotegida. “Sabemos que no mundo real as pessoas não usam preservativo sempre, mesmo sabendo que deveriam. Umas não usam porque não querem, outras porque não tem disponível ou porque na dinâmica da relação houve certa pressão ou constrangimento em usar. Então, a PrEP é uma segurança a mais nesse contexto de maior vulnerabilidade”, explica o professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, Mateus Westin.

Públicos prioritários para administração da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP). Clique para ampliar o quadro.

Uma das preocupações em relação à implementação da PrEP nos sistemas de saúde é a possibilidade de que a segurança causada pelo tratamento implique na diminuição do uso de preservativos, o que, além de aumentar a chance de transmissão do HIV, pode causar um aumento na transmissão de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) devido às relações sexuais desprotegidas.

De acordo com o especialista, a eficiência da PrEP é cientificamente comprovada, mas estudos comportamentais devem ser realizados para perceber possíveis alterações nos índices de transmissão de ISTs. “É por isso que agora essas pesquisas são não controladas. Vamos observar no mundo real se quem está usando PrEP muda o comportamento, se o número de ISTs aumenta e como é a adesão. Eventualmente, se não estiver funcionando bem, precisamos qualificar ainda mais a forma de oferecer a PrEP”, afirma Westin. No Brasil, a disponibilidade do método está prevista para dezembro de 2017. Para início do tratamento, a pessoa deve procurar o centro de referência no tratamento de Aids de sua região.

Saiba mais: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) de Risco à Infecção pelo HIV

Ilustração: Clarice Passos

Transmissão vertical

Além da transmissão por contato com sangue infectado, materiais perfurocortantes compartilhados e relações sexuais desprotegidas, o HIV também pode ser transmitido de mãe para filho, situação conhecida como transmissão vertical. No atual estágio de tratamento da Aids, essa forma de transmissão já não representa um percentual significativo, desde que a mulher esteja realizando o tratamento com a estrutura adequada.

O professor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG, Jorge Pinto, comenta a realidade atual das gestantes HIV positivas. “É importante que ela tenha um aconselhamento adequado do obstetra e pela equipe que cuida dela. A situação de ser HIV positivo não é uma contraindicação para a gestação, mas é importante que ela ocorra em condições ideais tanto para mãe quanto para o bebê”, afirma.

Sobre o programa de rádio

Saúde com Ciência é produzido pelo Centro de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG e tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde. Ouça na Rádio UFMG Educativa (104,5 FM) de segunda a sexta-feira, às 5h, 8h e 18h.

O programa também é veiculado em outras 187 emissoras de rádio, distribuídas por todas as macrorregiões de Minas Gerais e nos seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Massachusetts, nos Estados Unidos.

Redação: Bernardo Estillac  Edição: Lucas Rodrigues

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