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Professores debatem métodos de ensino e avaliação em Medicina


Publicado em: ExternasNotícias - 25 de fevereiro de 2015

“Avaliar é uma exigência burocrática. Aqui, estamos pensando em outro sentido, de enxergar o outro, nas deficiências e potencialidades, para que nós, como docentes, possamos intervir nelas”, iniciou a professora do Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino da UFMG, Maria Emilia Caixeta. A avaliação dos alunos do curso de Medicina foi o tema da discussão da segunda etapa da “Oficina de capacitação docente: formação médica e avaliação” do Fórum de Ensino Médico na tarde de ontem, 24 de fevereiro, na Faculdade de Medicina da UFMG.

Maria Emilia discutiu como a avaliação realizada hoje é baseada em medidas. “Utilizar números nos deixa tranqüilos. Notas nos fazem pensar que estamos sendo justos, mas estamos avaliando pessoas e não coisas”, disse. Para a professora, não existem padrões para as medições de notas e, portanto, deviam-se avaliar as competências dos sujeitos em suas singularidades. “E com as diretrizes de ensino, a Medicina escolheu esse caminho”, elogiou.

Planejar para atingir os objetivos e construir instrumentos variados para os testes são fundamentais. As avaliações também podem ajudar a perceber se as metas estão sendo alcançadas. “Quanto melhor o diagnóstico do processo de formação, melhor a intervenção do professor e o resultado”, concluiu.

 

Foto: Bruna Caravalho

Foto: Bruna Carvalho

Instrumentos de avaliação
Além do debate sobre a importância da avaliação das competências, a professora do Departamento de Medicina Preventiva e Social, Eliane Dias Gontijo, apresentou aos professores alguns métodos de avaliação: o chamado “Conceito global”, a “Avaliação 360º” – em que o aluno tem analisadas atribuições como trabalho em equipe e tomada de decisões, a “Prova de questões de múltipla escolha ampliada” e o “Teste situacional”. Para a professora Eliane Gontijo, métodos como esse são muito válidos.
“Devíamos nos preocupar mais com os avanços e dificuldades dos alunos”, argumenta.

Eliane conta que, por vezes, a avaliação pode ser classificatória, punitiva, com valorização dos aspectos cognitivos e tendo o professor como fiscalizador e controlador. “Mas é muito melhor monitorar o processo, fazendo ajustes segundo as necessidades do aluno, e avaliar características formativas, utilizando de múltiplos recursos”, opina.

 

Fórum de ensino médico
A programação do segundo dia do Fórum de Ensino Médico continua hoje, 25 de fevereiro, numa discussão proposta a gestores da rede pública de Saúde de Belo Horizonte, professores e alunos da área. O seminário vai debater a “Formação Médica e inserção nos serviços de Saúde”.

 

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