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Professora tem projeto selecionado na área de inovação


Publicado em: ExternasTecnologia - 25 de junho de 2015

IMG_3572A professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFMG, Zilma Reis, é a única brasileira selecionada pelo Grand Challenges Explorations para receber investimento em projeto de inovação destinado à saúde humana.

Financiado pela Bill & Melinda Gates Foundation, o Grand Challenges recebeu cerca de 1.800 inscritos, tendo aprovado 52 projetos de 19 países. A professora é a quarta pesquisadora mineira financiada pelo programa Grand Challenges, sendo que três deles são da UFMG.

O projeto pretende criar um aparelho portátil, simples e de baixo custo que utilizará luz de LED para medir a espessura da epiderme e a concentração de queratina na pele do recém-nascido. “Com esse processo não-invasivo, esperamos detectar a idade do bebê de maneira mais precisa que os métodos convencionais”, afirma Zilma.

Atualmente, são utilizadas duas formas de medir a idade gestacional: via ultrassom ou por meio de um teste clínico ao nascimento. Segundo Zilma, além do ultrassom ser um exame que pode não ser acessível a todas as mães durante o pré-natal, ele ainda possui um erro de até três semanas que pode ser prejudicial para a saúde do bebê.

Para ela, incertezas na cronologia da gestação representam um risco para a sobrevivência do bebê. Ao detectar sua prematuridade com mais precisão, é possível encaminhá-lo para os cuidados médicos necessários a tempo de se evitar problemas que possam comprometer o desenvolvimento futuro da criança. “A correta datação da gestação no nascimento é o principal marcador de prognóstico para saúde e sobrevida do recém-nascido”, comenta a professora.

Segundo a professora parte da pesquisa será realizada na Faculdade de Medicina da UFMG em parceria com o Centro de Informática em Saúde da Faculdade (Cins). A outra parte será desenvolvida junto ao Departamento de Física da UFMG. Já a parte de testes será na Maternidade do Hospital das Clínicas.

Ao final de um ano e meio, a equipe de pesquisa terá um protótipo produzido em impressora 3D para testar os benefícios do novo aparelho e compará-lo com as técnicas já existentes. “O objetivo é desenvolver um dispositivo pequeno e de baixo custo. Esperamos que em 18 meses o protótipo esteja pronto”, explica Zilma. O investimento na pesquisa receberá contrapartida da Fapemig.

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