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Professora da Faculdade coordena projeto da Universidade de Oxford no Brasil


Publicado em: ExternasPessoas - 23 de junho de 2017

O projeto multicêntrico será desenvolvido em países selecionados, para monitorar a nutrição e o crescimento de prematuros

Maria Albertina (a primeira em pé, da esquerda para a direita) junto aos coordenadores sênior dos lugares participantes.

A professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG, Maria Albertina Santiago Rego, foi convidada para coordenar o projeto “INTERPRACTICE – 21st: transformando a pesquisa em prática clínica” no Brasil. Esse é um projeto de pesquisa, multicêntrico, da Universidade de Oxford, com o objetivo de monitorar a nutrição e o crescimento dos prematuros.

“Provavelmente fomos escolhidos pelo perfil profissional, pela importância da Universidade e pelas características da atenção perinatal em Belo Horizonte”, conta Maria Albertina. “A UFMG estará representada em um projeto com a Universidade Oxford, muito influente na vida acadêmica. Considero ser uma iniciativa muito promissora. Além disso, a Neonatologia do Hospital das Clínicas da UFMG, via Faculdade de Medicina, será pioneira nesse estudo”, ressalta.

Segundo a professora, a pesquisa no Brasil é parte de um estudo maior coordenado pela Universidade de Oxford: o Intergrowth-21st, um Consorcio Internacional do Crescimento Fetal e Neonatal para o Século 21. Esta rede é composta por 18 países de 27 instituições e com 300 pesquisadores para avaliar e monitorar o crescimento, o estado nutricional e neurodesenvolvimento dos 130 milhões de prematuros nascidos anualmente no mundo.  Globalmente, o Intergrowth é o maior estudo colaborativo da saúde materno-infantil, contando, ainda, com o financiamento da Fundação Bill &Melinda Gates.

A coordenadora também explica que, atualmente, a prematuridade é a principal causa de mortes em menores de cinco anos na maioria dos países do mundo, incluindo o Brasil. “Além das altas taxas de mortalidade, os estudos apontam para uma associação significativa entre prematuridade e eventos crônicos futuros, como obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares, relacionados ao perfil nutricional e de crescimento dessas crianças”, afirma.

O Projeto

Globalmente, o Intergrowth é o maior estudo colaborativo da saúde materno-infantil.

De acordo com Maria Albertina, a implementação do Projeto Interpractice-21st teve início na última semana de abril deste ano, na Universidade de Oxford, com a participação dos coordenadores dos países selecionados: Brasil, Inglaterra, Estados Unidos, Itália, China, Índia, Gana,  Quênia, Paquistão e Rússia.

No Brasil, a pesquisa está em fase de preparação e terá início em novembro de 2017, com duração de dois anos. A professora Maria Albertina é a coordenadora nos níveis regional, em Belo Horizonte, e nacional. Já a supervisão é do professor Fernando Barros, do Núcleo de Epidemiologia de Pelotas.

A proposta é utilizar, em Unidades Neonatais de referência em Atenção Perinatal, os protocolos nutricionais fundamentados no leite humano e as curvas padrão de crescimento pós-natal de prematuros desenvolvidos no Projeto Intergrowth-21st. Os protocolos e as curvas padrão já estão recomendados pela Organização Mundial de Saúde, pelo Center for Disease Control and Prevention-Atlanta e, no Brasil, pelo Ministério da Saúde e pela Sociedade Brasileira de Pediatria.

Em Belo Horizonte, o estudo deverá ser será implementado inicialmente nas Unidades Neonatais do Hospital das Clínicas da UFMG, Hospital Risoleta Neves, Maternidade Odete Valadares e o Hospital Sofia Feldman.

“Além do projeto de monitoramento, será disponibilizado um curso online para todos os profissionais da assistência ao recém-nascido desses serviços”, acrescenta a professora. “O curso é uma parte importante do Projeto, pois pode levar a um resultado positivo imediato na qualificação da assistência perinatal”, completa.

O projeto também tem o financiamento da Family Larsson-Rosenquist Foundation, além do apoio da Geneve Foundation for Medical Education and Research,  a qual trabalha em estreita colaboração com a Organização Mundial da Saúde (OMS) nos programas de educação e pesquisa em saúde.

Leia mais sobre o projeto: https://goo.gl/AFkF4c e https://goo.gl/DBDRiv

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