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Professor da UFMG desenvolve algoritmos para cirurgias feitas por robôs


Publicado em: InternasNotícias - 8 de novembro de 2018

Modelos matemáticos controlam movimentos levando em consideração restrições, desvio de obstáculos e prevenção de colisões

Sistema robótico usado em cirurgia minimamente invasiva em maquete de paciente neonatal. Foto: Kanako Harada / Universidade de Tóquio

As cirurgias feitas por robôs vêm revolucionando a medicina, já que viabilizam procedimentos minimamente invasivos e proporcionam muito mais precisão e segurança. “Em alguns casos, as máquinas realizam operações cuja execução pelo ser humano é simplesmente impossível”, afirma o professor Bruno Vilhena Adorno, do Departamento de Engenharia Elétrica da UFMG. Por meio de um acordo de colaboração entre a UFMG e a Universidade de Tóquio, Adorno participa, desde 2017, da pesquisa Estudo sobre controle de robôs para aplicações cirúrgicas, na qual é um dos responsáveis pela elaboração de modelos matemáticos e algoritmos que norteiam o funcionamento “inteligente” de robôs-cirurgiões.

Em maio deste ano, a equipe da Universidade de Tóquio apresentou, durante a International Conference on Robotics and Automation (ICRA/2018), realizada na Austrália pelo Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), um sistema que possibilita, por exemplo, operar o interior do tórax de fetos sem risco de quebrar costelas ou danificar tecidos. Bruno Adorno participou do desenvolvimento do software para o robô montado pelos pesquisadores japoneses.

De acordo com o professor da UFMG, ideias para projetos em robótica surgem de modelos matemáticos, ou seja, conjuntos de equações que regem o funcionamento dos sistemas e se traduzem em um programa de computador. “Minha tarefa é conceber os modelos matemáticos e algoritmos que descrevem os movimentos dos robôs e possibilitam fazer o planejamento e controle de ações, levando em consideração restrições, desvio de obstáculos e prevenção de colisões”, afirma.

Leia a íntegra da matéria na edição 2.039 do Boletim UFMG.

Redação: Centro de Comunicação Social da UFMG

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