Políticas públicas para o espaço urbano é tema de encontro na Faculdade

Evento debate sobre os trabalhos realizados em mais de mil municípios da América Latina


    22 de maio de 2019


    Evento gratuito debate sobre os trabalhos realizados em mais de mil municípios da América Latina, como a descoberta da relação entre intervenções urbanas e a diminuição de homicídios

    Para debater as relações entre saúde e as cidades no Brasil, no dia 24 de maio a Faculdade de Medicina da UFMG realiza um simpósio aberto ao público, sem necessidade de inscrição e com direito a certificado. O Encontro Bianual do Projeto Salud Urbana en América Latina (Salurbal), será das 9h às 13h, no Salão Nobre da Unidade.

    O debate principal é acerca da transformação das coletas de dados e informações para viabilizar a construção de políticas públicas sobre questões como a iniquidade habitacional e os meios de transporte nas cidades. A professora do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade e líder do Observatório de Saúde Urbana de Belo Horizonte (OSUBH), Waleska Caiaffa, explica que o Brasil tem grande riqueza na coleta de dados e esses encontros são necessários para debater o que os pesquisadores da área têm feito.

    “Fazemos um encontro para discutir sobre como está indo o projeto. Além disso, debatemos as dificuldades e o que já alcançamos no entendimento da saúde dentro das cidades, já que trabalhamos em mais de mil municípios da América Latina, com mais de 100 mil habitantes”, destaca a professora.

    Caiaffa acrescenta que o projeto tem se dedicado a estudar os casos de homicídio nas áreas de favela em Belo Horizonte. A pesquisadora afirma que os primeiros indicativos demonstram que intervenções urbanas estruturantes nessas áreas ajudam a reduzir as taxas desse crime. “Há uma redução dos homicídios na favela quando tem um projeto de intervenção que é estruturante. Não apenas montar prédios, mas envolver a população, trabalhando com organização sócio-populacional, com a discussão da questão fundiária e da posse da terra”, informa. “Então, esses projetos acompanhados pelo desejo da população aparentemente reduzem a taxa de homicídio comparado com as outras áreas que não têm intervenção”, comenta.

    Para o debate sobre saúde, habitação e mobilidade, o Salurbal conta com cerca de 16 instituições de 11 países da América Central, Latina e os Estados Unidos. O evento ainda tem a participação de estudantes e representantes do Ministério da Saúde, do IBGE e da Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel).

    Para mais informações: www.medicina.ufmg.br/osubh/.