Saúde com Ciência apresenta série dedicada às festas de fim de ano e destaca aspectos da saúde mental nas promessas de fim de ano, dentre outros assuntos

Na medida em que o ano vai se aproximando do fim, as rotinas tendem a mudar o ritmo com os recessos de Natal, Réveillon e férias escolares. Esse clima pode favorecer uma análise do que foi feito na etapa que termina e o que se espera do novo ano que está por vir. Se analisar os pontos positivos e negativos do ano pode ser importante para reforçar o caráter de mudança e renovação, esse “fechamento para balanço” deve ser feito em um tempo determinado, sem alongamentos.

É o que acredita a professora do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFMG, Tatiana Mourão. “Nós temos que fazer um balanço do que perdemos, do que ganhamos, do quanto crescemos. Por outro lado, o que traz a tristeza e a depressão é passar o ano inteiro fazendo balanço”. Para a professora, tão importante quanto analisar o que foi feito no passado é conseguir traçar um caminho para trilhar no próximo ano. “Esse balanço deve ser uma etapa, e uma vez fechado para balanço, deve-se reabrir e abrir para outras possibilidades. O deprimido vai ruminando os próprios fracassos, então é muito importante fazer o balanço, mas logo depois reabrir”, avalia Tatiana Mourão.

Foto: unsplash.com

Os planejamentos para a nova etapa fazem parte desse balanço de dezembro e podem ajudar no estímulo para seguir em frente depois da avaliação das perdas e ganhos dos doze meses anteriores. Mas a psiquiatra lembra a necessidade de se estabelecer metas plausíveis para o ano que se aproxima. “Nós precisamos acreditar em términos de etapas e começos de outras. O grande problema é não medir o tamanho do que é possível. Objetivos que sejam muito além das possibilidades e da esperança vão trazer um sentimento de vazio e decepção no próximo ano”, pondera.

Excessos na hora da ceia

As comemorações de fim de ano marcam a reunião de familiares e troca de presentes. Outros elementos típicos dessas festas são encontrados nas mesas onde acontecem as ceias: os “comes e bebes”. Esperar por essas refeições é prática comum, mas elas ser devem ser feitas com consciência para evitar exageros que se traduzam em inconvenientes, ganho de peso ou mal estar físico.

“Os objetivos das festas de fim de ano são a confraternização, o encontro, a gratidão, a vontade de estar junto dos que gostamos. As refeições também nos convidam a esses aspectos, mas não é o ponto principal. Então a maneira de evitar os exageros é ter bom senso”, avalia a professora do Departamento de Nutrição da Escola de Enfermagem da UFMG, Rita de Cássia Ribeiro.

Sobre o programa de rádio

Saúde com Ciência é produzido pelo Centro de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG e tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde. Ouça na Rádio UFMG Educativa (104,5 FM) de segunda a sexta-feira, às 5h, 8h e 18h.

O programa também é veiculado em outras 187 emissoras de rádio, distribuídas por todas as macrorregiões de Minas Gerais e nos seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Massachusetts, nos Estados Unidos.

Redação: Bernardo Estillac – Edição: Lucas Rodrigues

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