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Pesquisa investiga como estudantes buscam informações


Publicado em: Divulgação científicaExternas - 8 de outubro de 2015

Dissertação estuda o impacto de treinamentos para o uso de bases de dados no comportamento de busca por informação de mestrandos e residentes da área da saúde da UFMG

O mundo está repleto de dados, acessíveis ininterruptamente por meio da internet. O aumento de disponibilidade das informações, armazenadas em bases de dados, nem sempre é acompanhado pela habilidade de conseguir a informação necessária de forma rápida e confiável. Um exemplo de fonte de informação que permite a consulta em várias bases de dados, muito acessada por estudantes, pesquisadores e profissionais, é o Portal de Periódicos da Capes. A Universidade Federal de Minas permite o acesso a esse portal a toda sua comunidade. No entanto, muitos desconhecem ou não sabem utilizar essas fontes de informações. Cada profissional tem uma necessidade específica. Dominar ferramentas de pesquisa pode representar um ganho no tempo gasto e na confiabilidade da informação conseguida.

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Foto: Filipe Elias

O treinamento no uso dessas bases de dados é essencial para melhorar a eficiência dos profissionais de todas as áreas. No entanto, para atingir esse objetivo deve-se avaliar se os treinamentos oferecidos têm impactos positivos nas habilidades de pesquisa dos participantes. Esse foi o tema da dissertação de Mariza Cristina Torres Talim, bibliotecária da biblioteca J. Baeta Vianna do Campus Saúde da UFMG, especialista em pesquisas bibliográficas e helpdesk do Portal de Periódicos da Capes.

“Ao interagir com professores e pesquisadores, comecei a observar melhor o perfil dos usuários da biblioteca. Um professor e um residente, por exemplo, têm necessidades diferentes que precisam ser atendidas de acordo com a demanda. Há bases específicas para encontrar as informações e um vocabulário próprio que eles precisam conhecer para obter as informações desejadas”, comenta Mariza.

A pesquisa aferiu o comportamento de busca informacional de mestrandos e residentes do Campus Saúde antes e depois de um treinamento de 15 horas. Participaram do projeto 82 alunos. Eles foram treinados para montar estratégias de busca em base de dados da área da saúde e responderam questionários antes e depois de treinados, possibilitando a avaliação da evolução de cada um. O resultado mostrou que o treinamento teve um impacto muito positivo, melhorando as habilidades de pesquisa dos participantes.

Esse resultado pode contribuir para a autonomia e a segurança na busca de informações por parte de estudantes e profissionais da área médica. “O profissional de saúde precisa se atualizar sempre. Nosso objetivo principal é tornar estas pessoas mais autônomas quando procuram por informações confiáveis” diz Mariza. Para a pesquisadora, a atuação de um bibliotecário é um aspecto facilitador para que a pesquisa apresente os melhores resultados. “Nosso trabalho é repassar as fontes para que o profissional ganhe tempo para estruturar melhor as suas buscas e o trabalho realizado a partir delas”, acrescenta.

Mariza acredita que é importante que treinamentos como este sejam oferecidos já na graduação. “Percebemos que há necessidade de que os usuários desenvolvam melhor as estratégias de busca. Já temos demanda de alunos e professores e esperamos que ações como esta tenham continuidade, talvez em uma disciplina”, conclui.

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