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Pais podem ajudar na identificação do autismo – Faculdade de Medicina da UFMG

Faculdade de Medicina

Universidade Federal de Minas Gerais


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Pais podem ajudar na identificação do autismo


Publicado em: ExternasRádio - 26 de junho de 2015

Em nova série, Saúde com Ciência aborda principais características, a importância do diagnóstico precoce e como os pais podem desempenhar um papel importante no tratamento e no desenvolvimento do autista.

marca-saude-com-ciencia1O autismo é um transtorno de desenvolvimento que se caracteriza, principalmente, por comprometer as habilidades de comunicação e interação social. Geralmente, são pessoas que evitam o contato visual, têm dificuldades para comunicar-se e apresentam comportamentos repetitivos. Os sintomas são essencialmente os mesmos para todos, podendo se manifestar de formas e intensidades diferentes. Por isso, algumas crianças podem apresentar sinais de risco para o autismo desde os primeiros meses de vida e outras somente ao longo do desenvolvimento.

Em casa, o que os pais podem observar é se a criança está apresentando diferenças no comportamento, quando comparada a outras da sua faixa etária, além da falta de interesse em brincar com o outro. A partir do momento que se nota essa diferença, o responsável deve procurar um pediatra e, se necessário, a criança será encaminhada para uma avaliação mais aprofundada.

O diagnóstico precoce colabora para um tratamento mais eficaz, o que contribui diretamente para o desenvolvimento das habilidades do autista. Entretanto, é comum que a criança seja diagnosticada já na idade escolar.  Por isso, já existem instrumentos de avaliação que permitem identificar possíveis sinais de risco para o autismo alguns meses após o nascimento, como o protocolo preaut, aplicado em bebês a partir dos quatro meses de idade. Segundo a professora do Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da UFMG, Érika Parlato-Oliveira, o protocolo teve início na França e já está presente em 14 cidades brasileiras, incluindo Belo Horizonte. Caso algum sinal de risco seja identificado, este bebê passa a ser acompanhado semanalmente até a confirmação do diagnóstico.

Logo após esta confirmação, a criança passa a receber o tratamento de acordo com as suas necessidades e dificuldades, com profissionais como o psiquiatra infantil, psicólogo, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional. Para Érika Parlato, é importante que a família busque um grupo de profissionais que vá pensar em resolver ou identificar cada problema associado e que sejam feitos exames complementares para identificar o que o autista está apresentando de dificuldade. Desta forma, o tratamento é totalmente individualizado para atender e favorecer o desenvolvimento de cada autista.

Foto: reprodução/ integrarvida.com.br

Foto: reprodução/ integrarvida.com.br

Também é importante que a família compreenda as necessidades e as dificuldades da criança. De acordo com Érika Parlato, o profissional deve se preocupar em orientar os familiares, para que eles consigam oferecer o melhor para a criança. “Inclusive, nos atendimentos, essa família deve participar junto com a criança. De tal forma que ela vai conseguir estender aquelas ideias do que aconteceu na terapia no dia a dia da criança”, afirma.

Autismo e tecnologia

A tecnologia também pode ser uma grande aliada no tratamento da criança autista, se aplicada de forma correta. Hoje existem no mercado diversos aplicativos para celular e tablet voltados para o autista, que pretendem auxiliá-los no desenvolvimento das suas habilidades sociocomunicativas. O ideal é que se criem situações que estimulem o autista a compartilhar com o outro, sendo através de brincadeiras mais simples ou de meios tecnológicos.

De acordo com a professora, o uso desses aplicativos pode trazer benefícios para o autista desde que favoreça e estimule a criança a estabelecer uma relação de troca com o outro. “Deixar a criança sozinha com o aplicativo não vai fazer com que ela tenha a necessidade de socializar com o outro. O uso do celular pode ser positivo, desde que um adulto esteja com a criança, para favorecer naquele momento a relação de troca com o outro”, complementa Érika.

Sobre o programa de rádio

Saúde com Ciência, que apresenta a série “Entenda o autismo” entre os dias 29 de junho e 3 de julho de 2015, é produzido pela Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG e tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde. De segunda a sexta-feira, às 5h, 8h e 18h, ouça o programa na rádio UFMG Educativa, 104,5 FM.

Ele também é veiculado em outras 112 emissoras de rádio, que estão inseridas nas macrorregiões de Minas Gerais e nos seguintes estados: Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Tocantins e Massachusetts, nos Estados Unidos.

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