Faculdade de Medicina

Universidade Federal de Minas Gerais


Osteoporose também pode afetar jovens


Publicado em: Saúde - 2 de julho de 2013

Mais comum entre idosos, a osteoporose, conhecida como “doença dos ossos fracos”, é uma doença crônica que tem causado preocupação também entre os jovens. A massa óssea é formada durante a juventude e começa a se deteriorar após os 30 anos de idade. Porém, fatores como alimentação incorreta e sedentarismo podem precipitar esse processo. O excesso de sal, álcool e cafeína, por exemplo, interferem na absorção de cálcio pelo organismo. Este mineral atua no fortalecimento dos ossos.

Praticar exercícios ajuda a prevenir e a tratar a osteoporose.

Considerada uma epidemia silenciosa que atinge cerca de 10 milhões de pessoas, segundo a Sociedade Brasileira de Osteoporose, a doença era comumente diagnosticada em fase avançada. Mas já é possível detectar a osteoporose antecipadamente, por meio da densitometria óssea.

De acordo com a professora do Departamento do Aparelho Locomotor da Faculdade de Medicina da UFMG, Adriana Maria Kakehasi, a densitometria é um exame de rotina para mulheres após os 65 anos e homens acima dos 70 anos. Entretanto, pessoas fora desta faixa etária podem ser submetidas ao procedimento, com indicação médica, ao apresentarem sintomas típicos doença.

Perda na estatura acima de quatro centímetros, postura envergada, fraturas em ossos como fêmur, antebraço e coluna, doenças renais, reumáticas e intestinais, além do uso  de medicamentos que aceleram a perda de massa óssea, como corticóides e anticonvulsivantes, são alguns sinais de alerta.

Por se tratar de uma doença progressiva, as consequências de adquirir osteoporose precocemente podem ser severas. Ao atingir um quadro avançado, a osteoporose pode levar a fraturas graves e a um longo período de invalidez, com dores agudas.

Prevenção

A especialista reforça a importância do consumo de alimentos ricos em cálcio, como leite, couve, feijão e espinafre. Segundo Adriana Kakehasi, a prática da caminhada também é benéfica para evitar esse tipo de doença, mas outras atividades físicas são consideradas mais eficientes. “A prática de exercícios como musculação e pilates tem mais ação sobre os ossos, por causa do levantamento de peso. Além disso, a exposição os sol é essencial para a metabolização da vitamina D ”, recomenda. A vitamina D, explica a professora, ajuda na absorção do cálcio pelo organismo.

Tratamento

O tratamento da osteoporose é contínuo, por tempo prolongado, inclui atividade física e reposição alimentar, além do uso de medicamentos, mediante prescrição médica. Tudo isso leva ao fortalecimento e reposição da massa óssea e melhora a qualidade de vida do paciente, principalmente se o diagnóstico for feito precocemente.

Entretanto, o tratamento não anula a possibilidade de fraturas. Para a professora, é importante que as pessoas também cuidem do ambiente para evitar quedas. “Evitar fios pelo chão, piso escorregadio e tapetes soltos pela casa”, orienta Adriana Kakehasi.

 

 

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