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Orientações no pré-natal fazem a diferença na hora de amamentar


Publicado em: ExternasRádio - 9 de outubro de 2015

Saúde com Ciência desta semana aborda os benefícios nutricionais do leite materno e algumas dificuldades do processo de aleitamento, entre outros assuntos

marca-saude-com-ciencia1O aleitamento materno diminui o risco de doenças a curto e longo prazo para a mulher e para a criança. É neste período que o vínculo emocional entre ambos é reforçado. Por suas propriedades nutritivas e específicas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o leite materno seja o único alimento do bebê até ele completar seis meses de vida, sendo complementado com outros alimentos até os dois anos ou mais. Mas a maioria das mulheres recorre a fórmulas ou outros tipos de leite antes do período recomendado.

Isso acontece, entre outros fatores, por questões culturais ou falta de orientação adequada. Segundo a professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFMG, Patrícia Teixeira, o ideal é que no pré-natal e pós-parto seja explicado à mulher as características naturais do leite materno e como elas alteram durante o crescimento da criança. Além disso, ela deve ser preparada para enfrentar as possíveis dificuldades que venham a surgir, como dores ou fissuras nos seios.

Sem os devidos esclarecimentos relacionados aos benefícios e etapas da amamentação, diminuem as chances do aleitamento exclusivo até os seis meses. “O que acontece é que a mulher sofre um forte impacto social de costumes, que desfavorecem a amamentação. Por exemplo, a família dizer para ela que o leite é fraco por causa do choro do bebê, e que ele precisa de água ou de um aleitamento artificial. Quando ela não recebe esta orientação, fica passível a acatar o que a sociedade diz”, observa Patrícia.

O retorno ao trabalho é outro fator que colabora para a interrupção prévia da amamentação. Por isso, a mãe também deve ser orientada sobre alternativas para seguir alimentando seu filho. Deve-se explicar, por exemplo, o processo de retirada e armazenamento do leite em casa, que poderá ser oferecido em um copo ou colher, evitando o uso da mamadeira. Para a professora, a mamadeira influencia negativamente o aleitamento, já que o bebê é capaz de perceber a diferença entre sugar a mamadeira e sugar a mama da mulher. “O esforço que a criança faz para sugar uma mamadeira é menor em relação ao que ele faz durante a sucção da mama. Por isso, ele pode largar o peito”, esclarece.

Aleitamento materno proporciona benefícios para a mãe e para o bebê, a curto e longo prazo. Foto: Reprodução

Aleitamento materno proporciona diversos benefícios para a mãe e para o bebê, a curto e longo prazo. Foto: Reprodução

Bancos de leite humano

Existem mulheres que, por motivos diversos, não podem amamentar seus filhos. É aí que surgem os bancos de leite humano, responsáveis pela coleta e doação de leite materno. A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano é referência global e atende cerca de 160 mil recém-nascidos anualmente no Brasil.

De acordo com a professora do Departamento de Pediatria, Maria Cândida Bouzada, os principais beneficiados são os bebês prematuros e aqueles que estão internados no Centro de Terapia Intensiva (CTI). Todas as mulheres no período de amamentação podem ser doadoras, desde que estejam saudáveis e não façam uso de determinados medicamentos. “Caso a mulher tenha interesse em doar, ela deve procurar um posto de coleta ou banco da sua cidade para receber as orientações quanto à retirada e armazenamento do leite. E nunca doar o leite de uma pessoa para outra diretamente, pois ele deve passar por um processo de pasteurização antes do consumo”, afirma Maria Cândida.

Sobre o programa de rádio

O Saúde com Ciência apresenta a série “Aleitamento Materno” entre os dias 12 e 16 de outubro. O programa, produzido pela Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG, tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde. De segunda a sexta-feira às 5h, 8h e 18h, ouça na rádio UFMG Educativa, 104,5 FM.

O programa também é veiculado em outras 162 emissoras de rádio, que estão inseridas nas macrorregiões de Minas Gerais e nos seguintes estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Massachusetts, nos Estados Unidos.

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