Faculdade de Medicina

Universidade Federal de Minas Gerais


Nesta sexta-feira, 9 de dezembro, é comemorado o dia do Fonoaudiólogo, profissional da saúde que trabalha com o aperfeiçoamento e desenvolvimento da comunicação humana. A lei que regulamenta a profissão foi promulgada na mesma data, há trinta anos. Além das cinco áreas de atuação tradicionais, duas novas foram aprovadas neste ano de 2011. Quem explica as características de cada especialidade é a coordenadora do curso de Fonoaudiologia da UFMG, avaliado pelo Ministério da Educação (MEC) como o terceiro melhor do país, Laélia Cristina Vicente.

Especialidades

“Os profissionais que trabalham com motricidade orofacial atuam no aperfeiçoamento e tratamentos dos transtornos da articulação dos sons da fala, da mímica facial e das funções de sucção, mastigação, deglutição e respiração”, aponta a coordenadora. Profissionais em linguagem visam aperfeiçoar as habilidades de linguagem, com o objetivo de melhorar a comunicação oral e escrita e garantir o bem estar e inclusão social.

Já os fonoaudiólogos que lidam com voz atuam sobre distúrbios e sobre o aperfeiçoamento dos padrões comunicativos, tanto da voz falada como a cantada. Aqueles especializados em audiologia preconizam garantir a comunicação e a qualidade de vida do indivíduo, por meio do aperfeiçoamento de suas habilidades auditivas. Em saúde coletiva o foco são as estratégias de planejamento e gestão em saúde e a prevenção dos distúrbios da comunicação.

Sobre as áreas aprovadas neste ano pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia, Laélia Vicente esclarece que especialistas em disfagia fazem intervenções nos casos de dificuldade de alimentação, com o intuito de possibilitar uma deglutição eficiente e segura pela boca, em todas as faixas etárias. “Na fonoaudiologia escolar o objetivo é a prevenção, avaliação e reabilitação dos transtornos da linguagem oral e escrita, tanto de alunos como de educadores”, completa.

Mercado de trabalho

As possibilidades de atuação na Fonoaudiologia se expandiram bastante, especialmente a partir da década de 1990. Se antigamente o profissional ficava restrito a escolas e consultórios, atualmente trabalha em diversos setores como hospitais, teatros, escolas, empresas, indústrias e meios de comunicação, muitas vezes com profissionais de outras áreas.

Segundo a coordenadora do colegiado, além das especialidades tradicionais, áreas mais recentes, como saúde coletiva e disfagia, estão em crescimento. “Os hospitais estão contratando bastante e também há a possibilidade de concursos públicos”, indica.

Leia também: Fonoaudiologia fica em terceiro lugar em avaliação do MEC

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