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Missa de sétimo dia: professor Cid Veloso


Publicado em: InternasPessoas - 14 de setembro de 2016

A Reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais comunica que a missa de sétimo dia do professor e ex-reitor da UFMG, Cid Veloso, será celebrada nessa quinta-feira, 15, às 19 horas, na Igreja São Bento (Rua José Batista Ribeiro, 155, São Bento -Belo Horizonte).

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Foto: Bruna Carvalho

Trajetória
Mineiro de Piumhi, Cid Veloso graduou-se em 1961 na Faculdade de Medicina da UFMG, da qual também se tornaria professor no Departamento de Clínica Médica entre os anos 1962 e 1990. Especializou-se em cardiologia e tornou-se membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Em 2009, recebeu o título de professor emérito da UFMG.

Ocupou os cargos de vice-diretor (1978-1980) e diretor da Faculdade de Medicina (1980-1982), de diretor do Hospital das Clínicas da UFMG (1983-1986), de vice-presidente da Associação Brasileira de Educação Médica e de presidente da Associação Médica de Minas Gerais.

Em 1983, tornou-se membro efetivo do conselho curador da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e, dois anos depois, representante do MEC no estado, na Comissão Interinstitucional de Saúde. Em 2014, foi eleito membro titular da Academia Mineira de Medicina.

É um dos fundadores da Caixa de Assistência à Saúde da Universidade (Casu), plano de saúde criado em 1993 para atendimento à comunidade da UFMG. Como assessor da Secretaria de Saúde de Minas Gerais, em 1995-1996, implantou o Programa de Saúde da Família.

Em 2012, lançou o livro Doutor viagem e, em agosto de 2015, publicou a obra Anos 60: os movimentos que mudaram o mundo.

Cid Veloso era casado com a professora Roseni Rosangela Chompré, ex-diretora da Escola de Enfermagem.

Leia abaixo manifestações da comunidade acadêmica da Faculdade de Medicina em reconhecimento ao professor Cid Veloso:

Influência no ensino e na clínica

“Em sua caminhada, o professor Cid Veloso sempre revelou solicitude, amabilidade, cortesia, retidão de caráter, sensibilidade para entender a posição do outro em todos os seus embates políticos e como cidadão. Influenciou decisivamente sobre as normas de graduação e pós-graduação atuais, que levaram a UFMG à posição de vanguarda no ensino brasileiro. O ensino da eletrocardiografia é sua marca indelével, tendo influenciado a estudantes e residentes do Hospital das Clínicas em época que o eletrocardiograma representava método de maior importância para a tomada de decisão clínica e cirúrgica. A sua memória transcende de tal forma que continuará a influenciar aos que o seguiram para a medicina que cuida e acolhe a todos de forma equânime, solidária, afetiva e ética.  ”

Nota feita pelos professores Luciana Costa Faria, Ênio Pietra e Leonardo Diniz, do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, no qual Cid Veloso atuou.

Perda inestimável

Conheço o Cid Veloso desde que era estudante. Depois, quando diretor da Faculdade, foi a mesma época em que me casei. Lembro como se fosse hoje quando fui à Diretoria levar algo e ele me perguntou o que eu estava fazendo ali. “Vai pra casa porque hoje é dia do seu casamento”. Risos. Sempre gostei muito do Cid. Era muito simpático e amável com todo mundo. Era gente. Isso durante toda a vida e o contato que tive com ele. Quando reitor, a gente trabalhava com um grupo de jovens que teria uma posse da diretoria e pediram para que o Cid fosse. Mas, não sabia se, como reitor, ele iria participar de algum evento assim. Fui falar com ele e me perguntou: “Mas como é? Acha que eu devo ir?”.  Falei que o pessoal ficaria muito feliz e ele disse “então eu vou”. Simples assim. Sempre de fácil acesso e com consideração a todos, de todos os níveis. No velório eu vi a quantidade de pessoas das instituições por onde passou, sempre construindo. Era de um dinamismo único. Desde estudante ele sempre teve atitude de levar as coisas pra frente. Essa é uma perda inestimável”.

Depoimento da ex-funcionária da Faculdade, Emely Vieira.

Competente, eficiente, simples e humilde

“Fui aluno do Cid por volta de 1970/1971 e seu colega como docente a partir de 1975. A lembrança mais forte que me fica dessas décadas de convívio é que nunca mudei de impressão a seu respeito; suas ‘marcas profissionais e pessoais’ impressas em minha memória são fundamentalmente quatro: (1) grande competência como cardiologista e eletrocardiografista (não me lembro de ninguém com maior habilidade para analisar um eletrocardiograma do que o Cid); (2) grande eficiência e serenidade como administrador público; (3) simplicidade (na expressão máxima desse termo) como pessoa e (4) humildade. Esse modo de ser do Cid está escasso nesse nosso tempo atual!”

Depoimento do professor do Departamento de Clínica Médica, colega e ex-aluno do Cid Veloso, João Gabriel Fonseca.

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