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Meninos serão vacinados contra o HPV em 2017


Publicado em: ExternasSaúde - 3 de novembro de 2016

Vacina contra o HPV será disponibilizada para meninos de 12 e 13 anos. Foto: Marcelo Prates/Folhapress)

O Ministério da Saúde anunciou que, a partir de 2017, a vacina contra o HPV também será disponibilizada para meninos de 12 e 13 anos. A medida contra o vírus papiloma humano, sexualmente transmissível e responsável por uma série de doenças, torna o Brasil o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundo a incluir meninos em um programa nacional de imunização de HPV. A proposta, segundo o órgão regulador, é ampliar a faixa etária gradativamente, e, espera-se que, em 2020, a vacinação seja oferecida a meninos de 9 a 13 anos.

De acordo com a professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG e coordenadora do eixo Doenças Infecciosas e Parasitárias do Programa de Extensão ObservaPED (Observatório da Criança e do Adolescente), Elaine Carvalho, a atenção é necessária uma vez que estudos apontam que 50% da população masculina mundial já esteja infectada pelo HPV. “Apesar da importância dada às mulheres, devido ao desfecho feminino (câncer de colo de útero), os homens também merecem atenção, devido ao papel fundamental na disseminação do HPV, além de poderem, também, apresentar e desenvolver lesões anogenitais”, explica.

A campanha, que agora integra o Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS), tem como objetivo imunizar mais de 3,6 milhões de meninos já no próximo ano. Desenvolvida a fim de estimular a produção de anticorpos específicos para certos tipos de papilomavírus, a vacina será ofertada em duas doses, com seis meses de intervalo entre elas.

Nesse contexto, a professora explica que a idade definida para a imunização é resultante da comprovação de maior eficácia da vacina em pessoas que nunca entraram em contato com o vírus. “As pessoas que ainda não iniciaram vida sexual são as que mais se beneficiarão e contarão com o sucesso da proteção. Além disso, vacina não é terapêutica e, portanto, não é eficaz contra infecções ou lesões já existentes. Desse modo, percebe-se que a vacina não pretende estimular a iniciação sexual precoce, mas proteger de modo eficaz, o que só é possível antes do contato com qualquer tipo viral”, esclarece.

A vacina também será oferecida para crianças e jovens de 9 a 26 anos que vivem com HIV/aids no país. De acordo com o Ministério da Saúde, pretende-se imunizar 99,5 mil pessoas que integram este público. O esquema vacinal será ofertado em três doses, com intervalo de dois e seis meses, respectivamente. Para receber a vacina será necessária a apresentação de uma prescrição médica.

 

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