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Medicina UFMG lança cartilha sobre prevenção ao suicídio

Conteúdo disponível online ajuda a identificar pessoas em risco, prevenir o ato e incentiva a busca por apoio médico e psicológico.


    10 de setembro de 2019 - , ,


    Sim, é preciso falar sobre suicídio. Apesar de ser um tema ainda silenciado, discutir o assunto, entender os fatores que levam a ele e mostrar que existem formas de prevenção são recursos importantes contra o autoextermínio. Por isso, a Faculdade de Medicina da UFMG lança nesta terça-feira, 10 de setembro, a cartilha “Setembro Amarelo – mês de prevenção ao suicídio”.

    O material, disponível online, é uma leitura importante para profissionais de saúde, pessoas em sofrimento psíquico, amigos e familiares, assim como qualquer outra pessoa que busca informações sobre prevenção ao suicídio. O conteúdo em linguagem acessível a todos os públicos ajuda a identificar pessoas em risco, prevenir o ato, incentiva a busca por apoio médico e psicológico e aponta os caminhos para esse suporte.

    A cartilha foi produzida pelo Centro de Comunicação Social (CCS) da Faculdade com a revisão técnica em psiquiatria da professora do Departamento de Saúde Mental da Instituição, Tatiana Mourão. Segundo a professora, por muito tempo o assunto foi visto com preconceitos, em que a própria imprensa era vedada de vincular informações sobre o suicídio. “Hoje temos uma visão diferente. Em geral, as pessoas que vão cometer suicídio dão sinais e essa divulgação ajuda a identificar esses sinais e mostra que há possibilidade de buscar ajuda”, enfatiza.

    O material é uma maneira prática e permanente para que a informação alcance diversas pessoas, uma vez que o ambiente virtual torna mais fácil e propícia a replicação da cartilha, segundo a responsável pela redação do material, Estefânia Mesquita.

    Ela conta que para a produção da cartilha foi realizada pesquisa em diferentes órgãos que têm abordagem séria e científica sobre atenção à saúde mental, como a Organização Mundial da Saúde. “A cartilha é uma ponte entre as pessoas e o profissional de saúde”, ressalta Estefânia.

    Para ela, a revisão da professora Tatiana Mourão foi fundamental. “Como é um assunto sensível, foi importante que alguém com experiência avaliasse a forma como isso foi dito”, analisa.

    Abaixo, confira algumas orientações reunidas na cartilha “Setembro Amarelo – mês de prevenção ao suicídio”.

    Como ajudar?

    Durante todo o processo, esteja em contato com amigos e familiares que também estejam dispostos a auxiliar a pessoa. Estabeleçam uma rede social de apoio, que possa diminuir a sensação de solidão e a sensação de desesperança.

    O que se deve evitar dizer para uma pessoa em risco de suicídio…

    Palavras e conselhos críticos têm efeito reverso. Ao invés de criar um laço de confiança, aumenta a sensação de inadequação e de incompreensão. Não diga essas frases a quem está sofrendo: “sua vida é muito boa”, “você não deveria se sentir assim”; “você precisa se esforçar mais (você precisa sair mais, se divertir, voltar à academia, ou qualquer outro imperativo)”; “você ainda não melhorou?”; “veja o caso de outra pessoa, que está pior do que você ou “isso é sua culpa”.

    Quando procurar ajuda?

    Mesmo sem razão se sente triste e desmotivado; sente vontade de chorar sem motivo aparente; é pessimista e tem dificuldade de enxergar a realidade de forma positiva; não sente alegria ou prazer em atividades ou situações que antes lhe interessavam; vivencia mudanças no sono, sem conseguir dormir ou, ao contrário, dormindo demais, entre outros sinais.

    Leia a cartilha aqui.

    Se você sentir a necessidade de conversar com alguém sobre seus sentimentos e pensamentos, ligue para o CVV no número 188 ou entre no site www.cvv.org.br

    Confira a programação da Faculdade de Medicina para o Setembro amarelo.