A Faculdade de Medicina da UFMG inaugurou nesta sexta-feira, 4 de abril, o Laboratório de Pesquisa em Micobactérias Prof. Paulo Pinto Gontijo Filho e Dr. Gilles Panteix. Localizado na sala 270 da Unidade, o espaço, que já oferece suporte para diagnósticos comuns da tuberculose, estará apto à realização de diagnósticos mais avançados com tecnologias de ponta, podendo servir a toda a população.

Instalações do Laboratório de Micobactérias. Foto: Bruna Carvalho

Instalações do Laboratório de Micobactérias. Foto: Bruna Carvalho

“Como a doença ainda afeta um grande número de pessoas, é necessário, cada vez mais, pensar em modos do seu controle”, afirma a professora do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, Silvana Spindola de Miranda, idealizadora do projeto. Segundo ela, para fazer pesquisas que envolvam a micobactéria é necessário ter biossegurança, com pressão negativa, ou seja, uma infraestrutura que impeça a saída da bactéria da sala e assim evite a contaminação.

Agora, por ser biosseguro, o laboratório possibilitará a cultura dos bacilos, além de outras técnicas em meios de cultura e da realização de pesquisas mais avançadas, como os testes de sensibilidade com novas técnicas de biologia molecular e o teste da nitratase (NRA). Alguns testes, antes feitos em outras instituições, e os exames do Hospital das Clínicas da UFMG relacionados à tuberculose também serão feitos no novo laboratório.

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A idealizadora do laboratório, Professora Silvana Spindola, descerra a placa de inauguração ao lado do diretor da Faculdade de Medicina, Professor Francisco Penna. Foto: Bruna Carvalho

Durante a inauguração, o diretor da Faculdade de Medicina da UFMG, Francisco Penna, ressaltou a importância do espaço por atender tanto ao ensino como às área de pesquisas e extensão. Além disso, afirmou que o mérito da construção foi da professora Silvana Spindola, ao apresentar o projeto já com o financiamento necessário, o qual foi concedido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

O nome do laboratório homenageia o professor Paulo Pinto Gontijo Filho, farmacêutico pela UFMG e médico pela UFRJ, que foi orientador de mestrado da idealizadora e o primeiro que a incentivou a atuar em pesquisas e diagnósticos da tuberculose. Além dele, o professor Gilles Panteix, orientador do doutorado de Silvana Spindola na Université Joseph Fourier, no qual ela teve a oportunidade de aprender sobre as tecnologias do exterior que, futuramente, seriam aplicadas aqui.

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