Labirintite pode ser prevenida com prática de exercícios

Nova série do Saúde com Ciência destaca importância do sistema auditivo para captação de sons e controle do equilíbrio do corpo


    10 de junho de 2016


    Nova série do Saúde com Ciência destaca importância do sistema auditivo para captação de sons e controle do equilíbrio do corpo

    ImpressãoA função do sistema auditivo no ser humano vai além da captação de sons. Isso porque na sua parte interna, o ouvido, está localizado o labirinto, estrutura óssea responsável pelo controle do equilíbrio do corpo. Quando o labirinto é acometido, é comum que o indivíduo sinta uma tontura rotatória, a chamada vertigem. Esse é o principal sintoma da vestibulopatia, conhecida popularmente como labirintite, uma das diversas doenças que podem afetar o labirinto.

    Segundo a professora do Departamento de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da UFMG, Denise Utsch, as causas da manifestação clínica variam de acordo com a faixa etária. “Nos indivíduos mais jovens, as causas estão relacionadas a infecções por vírus. Nas pessoas mais velhas, está ligada a uma disfunção do metabolismo de cálcio”, afirma.

    A população mais velha tem maior predisposição a desenvolver osteoporose, de modo que o labirinto pode ser afetado, já que se trata de uma estrutura óssea. Nos idosos, é comum a labirintite se manifestar através da vertigem de posição, que dura cerca de um minuto e ocorre, por exemplo, quando a pessoa se mantém deitada. “Nesse grupo, o tratamento será por meio de uma reabilitação vestibular, além de cuidados com a dieta e o tratamento da osteoporose. Já em um paciente jovem, é recomendado o uso de medicamento antiviral”, acrescenta Denise.

    Para prevenir tais ocorrências, é importante que as pessoas pratiquem exercícios regularmente ou façam atividades que requerem movimentos constantes, como dança e ioga. “É fundamental que a pessoa se movimente, pois o labirinto funciona bem quando estamos nos movimentando. Se ele é menos estimulado, isso é um fator de risco para que ele possa apresentar problemas”, atesta a otorrinolaringologista.

    Crédito da foto: www.drmohamadsaada.com.br

    Crédito da foto: www.drmohamadsaada.com.br

    Cuidados higiênicos

    Os cuidados com a orelha não se resumem à prática de exercícios para prevenir problemas como a labirintite. Para uma boa higiene do local, o também professor do Departamento de Otorrinolaringologia, Paulo Fernando Crosara, dá algumas orientações: “No banho, lavar com água e sabão e, ao terminar, secar a região com a toalha ou um chumaço de algodão seco, colocando-o na ‘concha’, onde ele irá absorver o excesso de líquido”.

    O professor alerta para algumas atitudes que devem ser evitadas no momento de limpar a orelha, principalmente ao manusear o cotonete. O objeto, apesar de ter como função retirar o excesso de cera da orelha, pode oferecer alguns riscos ao bom funcionamento do órgão, causando, por exemplo, inflamações. “O cotonete roça na pele, faz uma descamação e comete pequenas lesões. Como tem bactérias, elas penetram no tecido da pele e causam as inflamações”, alerta. A produção de cera no ouvido, apesar de ser algo normal, deve ser observada por um especialista da área em caso de acúmulo excessivo.

    Sobre o programa de rádio

    O Saúde com Ciência é produzido pela Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG e tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde. Ouça na Rádio UFMG Educativa (104,5 FM) de segunda a sexta-feira, às 5h, 8h e 18h.

    O programa também é veiculado em outras 177 emissoras de rádio, distribuídas por todas as macrorregiões de Minas Gerais e nos seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Massachusetts, nos Estados Unidos.