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Infecções comuns podem evoluir para quadro de sepse


Publicado em: ExternasRádio - 25 de setembro de 2015

Nova série do Saúde com Ciência lembra o Dia Mundial da Sepse em setembro e apresenta algumas das infecções mais comuns

marca-saude-com-ciencia1A sepse ou infecção generalizada atinge, em média, 400 mil brasileiros por ano, sendo a principal causa de óbito em unidades de terapia intensiva (UTIs). Por ser uma “evolução” de quadros infecciosos, porém, a sepse pode ser evitada com o tratamento primário dessas infecções, aparentemente não letais.

“Ela inicia em algum órgão, às vezes uma infecção no trato urinário, às vezes no trato respiratório, e dissemina para outros órgãos”, explica o professor do Departamento de Pediatria da Faculdade, Cássio Ibiapina. Em casos mais graves, a sepse pode levar à falência múltipla dos órgãos, causando a morte do indivíduo.

Um dos fatores relacionados é a patogenicidade, ou seja, a capacidade do agente desenvolver a infecção. “Existem bactérias que são mais patogênicas do que outras”, comenta o pneumologista. Outro fator é o estado de imunidade do paciente. “As crianças muito jovens, recém-nascidos e idosos estão mais propensos a terem o sistema imunológico debilitado para contrair uma infecção generalizada”, complementa.

Infecção surge a partir da invasão de vírus, bactérias ou protozoários, que tentam tomar conta do organismo hospedeiro. Foto: www.brasilescola.com

Infecções surgem a partir da invasão de vírus, bactérias ou protozoários, que tentam tomar conta do organismo hospedeiro. Foto: Portal Brasil Escola

Infecção respiratória e urinária

Qualquer tipo de infecção pode evoluir para um quadro de sepse. Dentre as mais comuns está a pneumonia, infecção do trato respiratório que pode ser tanto viral quanto bacteriana. Segundo Cássio Ibiapina, os sintomas são febre, dor toráxica, tosse e, de modo geral, dispnéia, isto é, freqüência respiratória aumentada.

“É uma infecção que pode ser tratada, na maior parte dos casos, com antibióticos orais. Às vezes, em crianças e idosos é necessária a internação. E deve ser abordada de forma adequada pra evitar que ela se torne generalizada, com o desenvolvimento da sepse”, alerta.

Outra infecção comum, principalmente em mulheres, é a urinária, que pode acometer, por exemplo, a bexiga e os rins. “É uma patologia altamente prevalente na população geral, sendo uma das causas mais frequentes de procura por atendimento ambulatorial”, afirma a professora do Departamento de Clínica Médica, Kátia Farah.

Umidade, presença de secreções perivaginais e higienização inadequada podem possibilitar a ocorrência de infecção urinária. O principal sintoma é o desconforto ao urinar, com dor e ardência no local. Geralmente, o tratamento também é à base de antibióticos, que não devem, no entanto, serem utilizados sem prescrição médica. “A automedicação, muitas vezes, provoca mais malefícios e um risco maior de nós termos cada vez mais bactérias que não vão responder ao tratamento”, finaliza a professora.

Sobre o programa de rádio

O Saúde com Ciência apresenta a série “Infecções: Principais Tipos” entre os dias 28 de setembro e 2 de outubro. O programa, produzido pela Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG, tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde. De segunda a sexta-feira às 5h, 8h e 18h, ouça o programa na rádio UFMG Educativa, 104,5 FM.

Ele também é veiculado em outras 162 emissoras de rádio, que estão inseridas nas macrorregiões de Minas Gerais e nos seguintes estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Massachusetts, nos Estados Unidos.

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