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Humanização do parto busca individualizar a gestante – Faculdade de Medicina da UFMG

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Universidade Federal de Minas Gerais


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Humanização do parto busca individualizar a gestante


Publicado em: ExternasRádio - 13 de Fevereiro de 2015

Conjunto de medidas busca “humanizar” o trabalho de parto e garantir maior conforto para a gestante. Este e outros assuntos sobre parto normal e cesárea você confere no Saúde com Ciência

saudecomcienciaNo último mês, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS) divulgaram uma série de medidas para tentar reduzir o número de cesáreas realizadas no país. Somente em 2013, a ANS registrou mais de 440 mil recém-nascidos oriundos de cirurgias cesarianas – número cinco vezes maior que o registrado de partos normais. Com a chegada das novas normas, um debate sobre qual é a melhor opção – parto normal ou cesárea – foi reaberto, mas, em meio à polêmica, uma coisa parece certa: é importante “humanizar” a hora do parto.

Apesar do termo, o parto humanizado não é um procedimento cirúrgico ou algo semelhante. É uma série de ações que buscam individualizar a gestante, tratando-a não como um prontuário médico ou uma localização de leito. Esse modelo assistencial obstétrico humanizado busca orientar e adequar o trabalho de parto de acordo com as necessidades de cada mulher.

Ilustração "compara" cesárea e parto normal. Crédito: blogpalavrademae.files.wordpress.com

Ilustração “compara” cesárea e parto normal. Crédito: blogpalavrademae.files.wordpress.com

“Esse modelo resgata um pouco da individualidade da assistência”, afirma o professor do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFMG, Henrique Vítor Leite. “Cada gestante deve ser tratada unicamente, que ela possa ter pessoas de sua confiança na assistência e que possa participar do processo. A mulher precisa ser ouvida e que sejam dadas satisfações a ela – seja no parto normal ou na cesárea”.

Para garantir maior conforto à gestante e facilitar o trabalho de parto, o hospital deve assegurar também uma infra-estrutura humanizada. Segundo Leite, é benéfico para a mulher estar em um ambiente aconchegante, com direito a um banheiro privativo e um acompanhante à sua escolha. Caso a mulher sinta dores, podem ser utilizadas técnicas não-farmacêuticas para ajudar no alívio das mesmas, como o uso de bolas e banquinhos.

“Todas essas técnicas facilitam a fisiologia normal do parto”, explica o professor. “Até porque não dá pra mulher ficar em ambientes fechados, sem circulação de ar, extremamente quentes. Locais onde ela não possa andar, não possa tomar um banho. Isso tudo atrapalha a própria evolução do trabalho de parto”.

De acordo com o especialista, um dos entraves das técnicas humanizadas está na falta de incentivos destinados aos profissionais especializados – tanto no setor público quanto no setor privado. “O grande desafio é a valorização dessa prática. Muitos convênios não remuneram o acompanhamento desse trabalho de parto e isso cria uma falta de incentivo”, finaliza.

Para saber mais sobre as novas diretrizes do Ministério da Saúde e diferenças entre o parto normal e a cesárea, confira a programação completa no site do Saúde com Ciência.

Sobre o programa de rádio

Saúde com Ciência, que apresenta a série Parto Normal x Cesárea entre os dias 16 e 20 de fevereiro de 2015, é produzido pela Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG e tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde. De segunda a sexta-feira, às 5h, 8h e 18h, ouça o programa na rádio UFMG Educativa, 104,5 FM.

Ele também é veiculado em outras 93 emissoras de rádio, que envolvem as macrorregiões de Minas Gerais e os seguintes estados: Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Tocantins e Massachusetts, nos Estados Unidos.

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