A quantidade de internações de pessoas idosas que caem e sofrem fratura aumenta de forma alarmante. Segundo o Ministério da Saúde, em 2009 foram registrados mais de 30 mil casos de internação por esta razão, atingindo, majoritariamente, as mulheres. Isto porque, muito embora haja muitas quedas entre os homens, as fraturas são mais frequentes nas senhoras, por causa da osteoporose, que acontece mais frequentemente com mulheres.

A osteoporose é uma doença silenciosa, que não apresenta sintomas e tem como causa a diminuição da densidade óssea. As mulheres sofrem maior perda de massa dos ossos, por razões hormonais. Depois da menopausa, a quantidade de estrogênio produzido é reduzida e isto é decisivo para o desenvolvimento da osteoporose.

De acordo com o professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, Flávio Chaimowicz, nos primeiros cinco anos após a última menstruação da mulher, pode haver uma perda de até 5% da massa óssea a cada ano. Depois desse período, a redução passa a ser de até 2% por ano. “É importante que haja uma preocupação com os hábitos e predisposições genéticas antes que a doença tenha consequências graves, como a fratura do fêmur, do punho ou da coluna vertebral, por exemplo”, alerta.

Cuidados e prevenção
Alguns hábitos simples podem retardar o processo de diminuição da massa óssea e dar mais qualidade de vida às mulheres idosas. Uma dieta rica em cálcio desde a infância, com alimentos a base de leite, aumenta a reserva deste mineral nos ossos e, por conseguinte, da densidade óssea. Segundo o professor, mesmo o leite desnatado é rico em cálcio e pode fazer parte da dieta diária das mulheres.

Ele explica, também, que há outros fatores a serem considerados no desenvolvimento da osteoporose. “As atividades físicas aumentam a massa dos ossos. Caminhadas ou corridas são os exercícios mais indicados para este fim. Já as atividades na água, por não causarem impacto, não trazem grandes benefícios para a doença”, adverte.

Chaimowicz indica que a exposição ao sol também é uma forma de prevenção. “A vitamina D, estimulada pelo banho de sol, aumenta a absorção de cálcio pelo intestino e, consequentemente, pelos ossos. Tomar sol, por 30 minutos diários, três vezes na semana, é suficiente, ainda que só nas pernas e braços”, conta o professor.

Flávio alerta, ainda, que o tabagismo e o consumo de café e álcool são fatores de risco para a doença, além de prejudicar a saúde de várias outras formas. Mulheres brancas, baixas e magras são as mais atingidas pela osteoporose, devendo estar sempre atentas aos cuidados indicados.

Diagnóstico e tratamento
Por ser uma doença assintomática, o diagnóstico é feito, muitas vezes, depois de uma fratura causada por uma queda dos idosos. O professor, que é coordenador do programa de extensão Envelhecimento Saudável, explica que há outras formas de descobrir a osteoporose, de maneira simples e indolor.

“A radiografia pode indicar casos mais avançados da doença, o que não é ideal. Para um diagnóstico precoce e eficaz, há o exame de Densitometria Óssea, capaz de identificar a osteoporose logo em sua fase inicial. Mulheres com fatores de risco ou com histórico de mãe ou irmãs que sofreram de osteoporose devem fazer o exame cinco anos depois de entrar na menopausa”, elucida.

O tratamento é a base de medicamentos que ajudem a fixação de cálcio nos ossos, suplementação alimentar com Carbonato de Cálcio e vitamina D, para as mulheres com mais de 75 anos, que já não produzem mais esta vitamina.

Outros cuidados

Chaimowicz ainda chama a atenção para os cuidados que podem evitar as fraturas em pessoas idosas. Reduzir as chances de queda é melhorar a qualidade de vida dos idosos. Para isto, deve-se ficar atento às condições e detalhes na casa das pessoas com mais de 60 anos.

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