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Febre chikungunya em destaque no Saúde com Ciência


Publicado em: ExternasRádio - 25 de dezembro de 2015

Programa de rádio reapresenta série sobre algumas doenças emergentes no Brasil, como a febre chikungunya

ImpressãoQuando o Saúde com Ciência produziu uma série sobre doenças emergentes em agosto de 2014, os mais de 20 casos de febre chikungunya que haviam sido notificados até então eram importados. De lá pra cá, o vírus da doença, inicialmente registrada em regiões da África, Ásia e Europa, se propagou nos países latino-americanos a ponto de serem notificados, somente em 2015, quase 18 mil casos da febre contraída em território brasileiro. Desses, cerca de 7 mil casos foram confirmados.

Ao ser acometido, o indivíduo manifesta sintomas semelhantes aos da dengue: febre, mal-estar, dores pelo corpo, apatia e cansaço. Existe, no entanto, um sintoma mais próprio do chikungunya, responsável pelo nome do vírus: as dores intensas na coluna. “Na língua Makonde, falada em alguns países africanos, chikungunya significa ‘aquilo que se inclina para cima’. A pessoa sente uma dor tão forte que pode até ficar meio envergada”, explica a coordenadora do Centro de Informações e Estratégia em Vigilância em Saúde de Minas Gerais, Tânia Marcial.

Além de transmitir a dengue, o mosquito Aedes aegypti também é vetor da febre chikungunya. Foto: Reprodução

A doença pode ser transmitida pelo mosquito Aedes albopictus ou pelo Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue, que se prolifera com mais facilidade em períodos de chuva. O novo vírus é menos letal se comparado com o vírus da dengue. “Complicações mais sérias são raras”, avalia a infectologista e professora do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, Marise Fonseca. Em idosos, no entanto, caso a infecção esteja associada a outros problemas de saúde, ela pode causar até óbito.

Como não existe cura para a febre chikungunya e vacinas para preveni-la ainda são estudadas, o tratamento é voltado para o alívio dos sintomas. Eles duram, em média, de dez a 15 dias, desaparecendo em seguida. Porém, é possível que as dores permaneçam por meses e até anos.

Sendo assim, a melhor saída é, segundo Marise Fonseca, a prevenção. “As regras são as mesmas da dengue. É importante o trabalho coletivo para ajudar a controlar os focos de mosquitos, criar redes de saúde para que os profissionais estejam aptos para o diagnóstico precoce, e medidas como evitar água parada”, orienta. No caso de surtos, também é aconselhável o uso de inseticidas e telas protetoras nas janelas das casas.

Sobre o programa de rádio

O Saúde com Ciência reapresenta a série “Doenças Emergentes” entre os dias 28 de dezembro e 1 de janeiro de 2016. De segunda a sexta-feira, às 5h, 8h e 18h, ouça na rádio UFMG Educativa, 104,5 FM. O programa, produzido pela Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG, tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde.

Ele também é veiculado em outras 175 emissoras de rádio, que estão inseridas nas macrorregiões de Minas Gerais e nos seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Massachusetts, nos Estados Unidos.

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