Faculdade de Medicina

Universidade Federal de Minas Gerais


Visita dos alunos Maxakalis à Faculdade, com monitoras da Enfermagem, professora Érica Dumont e o vice-diretor Humberto Alves. Foto: Carol Morena

Na tarde dessa quinta-feira, 5 de abril, o vice-diretor da Faculdade de Medicina da UFMG, Humberto Alves,recebeu a visita de dois alunos do curso de Licenciatura Intercultural para Educadores Indígenas da UFMG. Eles estavam acompanhados da professora da Escola de Enfermagem, Érica Dumont, coordenadora da disciplina “Cuidar do si, do outro e do ambiente: práticas e cosmovisões em saúde indígena”, na qual estão matriculados.

“Essa é a primeira vez que a disciplina é ofertada no campus Saúde, pela Escola de Enfermagem, e conta com colaboração de professores de outras unidades, como da Medicina. Por isso, é importante que esses alunos conheçam esse espaço, do qual fazem parte e onde terão algumas aulas”, explicou a professora.

Na reunião com a Diretoria da Instituição, os alunos Damasinho Maxakali e Israel Maxakali apresentaram um pouco da cultura, a língua e uma canção, tradicionalmente usada em práticas de cura pelos Maxakalis. De acordo com a professora Érica, a música é culturalmente associada no tratamento de saúde da comunidade.

Foto: Carol Morena

Os visitantes também conheceram o Centro de Memória (Cememor) da Faculdade, onde puderam se informar sobre a atuação antiga da Medicina, incluindo os estudos baseados no uso de substâncias retiradas das plantas, o que é usado nas práticas atuais dos Maxakalis.

Compartilhar culturas e conhecimento

A Licenciatura forma professores que irão atuar nas aldeias indígenas e essa também é a primeira vez que o curso recebe alunos Maxakalis. A professora explica que eles são bilíngues e ajudam entre si com a tradução.

“A Universidade precisa expandir a partir dos sujeitos que a compõe, pensando na sua própria função e finalidade que é construir um conhecimento universal e não particular. Nesse sentido, os povos indígenas somam às diversidades que integram outras perspectivas. Temos muito que ofertar, a partir do nosso conhecimento acumulado, mas também temos muito que aprender com eles”, defendeu Érica Dumont.

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