Faculdade de Medicina

Universidade Federal de Minas Gerais


Fotos em preto e branco, documentos amarelados, livros antigos, aparelhos médicos, atuais e em desuso, cumprirão o mesmo objetivo a partir desta segunda-feira, 16 de abril: contar os cem anos de história da Faculdade de Medicina da UFMG. Será inaugurada, no Centro de Memória (Cememor), andar térreo da Unidade, a exposição “Nas veias da memória: Alguma história da Medicina”.

Documento que oficializou a doação de terreno para a Faculdade de Medicina da UFMG.

Entre os fatos lembrados na mostra, estarão momentos importantes, como a participação do corpo docente nas guerras mundiais, renomados professores e ex- alunos – a exemplo de Juscelino Kubitscheck e Guimarães Rosa – e a inclusão da mulher nas atividades da medicina.

Uma das peças que prometem chamar atenção pelo seu valor histórico e por ter sido recentemente descoberta é o documento que oficializou a doação pela Prefeitura de Belo Horizonte do terreno onde hoje está a Faculdade de Medicina.

Guardado e esquecido em um cofre emperrado há décadas no Cememor, e sem que ninguém soubesse de sua existência, o conjunto de papéis foi encontrado pelo  professor do Departamento de Otorrinolaringologia e colaborador do Centro De Memória da Medicina (Cememor), Jaor Weber. Curioso em saber o conteúdo de um cofre tão antigo, ele testou um monte chaves antigas até que, para sua surpresa, uma delas o destrancou. “Eu o achei por acaso, pois na verdade estava procurando um memorando sobre uma visita de Juscelino Kubitscheck à Faculdade. Em meio a um tanto de folhas amareladas e empoeiradas, estava esse registro.”

Restaurado, o documento com data do ano 1912 possui informações características da época em que aconteceu a doação. Por exemplo, a limitação do terreno pela Avenida Mantiqueira (hoje Avenida Alfredo Balena), a vizinhança com a Diretoria de Higiene (Vigilância Sanitária) e a própria cessão gratuita de uma porção do Parque Municipal para a construção do prédio da escola em uma área avaliada, naquela época, em 12 mil e quinhentos contos de réis – valor que, hoje, seria equivalente a aproximadamente R$ 687 mil reais.

Para um dos coordenadores do Cememor, o professor do departamento de Cirurgia, Ajax Ferreira, o documento tem grande importância. “É uma peça de valor histórico, pois ajuda a reconstruir os primeiros passos da escola e esclarece alguns pontos relativos à sua origem”.

A exposição “Nas veias da memória: Alguma história da Medicina” é aberta ao público e poderá ser vista até dezembro de 2012, no Cememor. O horário de visitação é das 9h às 12h e das 14h às 17h, de segunda a sexta-feira. Informações: 3409-9106.

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