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Escorpiões e mosquitos entre as pragas urbanas mais perigosas


Publicado em: ExternasRádio - 15 de janeiro de 2016

Nova série do Saúde com Ciência completa trilogia sobre problemas relacionados ao contato com animais que frequentam zonas rural e urbana

ImpressãoA quantidade de lixo produzida pelos seres humanos, a falta de predadores naturais e a existência de ambientes que servem de proteção, como terrenos baldios, são alguns fatores que facilitam a presença das chamadas pragas urbanas. Mais comuns em cidades de médio e grande porte, elas se proliferam com rapidez e oferecem riscos à saúde humana.

Um desses animais é o escorpião amarelo, habitante mais frequente das regiões Sudeste e Centro-Oeste e um dos principais causadores de acidentes domésticos graves no país. O coordenador do Serviço de Toxicologia do Hospital João XXIII, Délio Campolina, lembra que o escorpião teve facilidade na adaptação ao ambiente urbano, já que encontrou ambientes favoráveis ao seu desenvolvimento, como lotes vazios, entulhos e, principalmente, galerias de esgoto. A falta de predadores e a abundância de alimentos também colaboram para a sua proliferação e sua picada pode ser fatal. “Problemas como hipertensão, alterações e até mesmo falências cardíacas, além do veneno agir no pulmão, podendo levar ao edema de pulmão e mesmo ao óbito”, afirma Campolina.

O toxicologista acrescenta que o cuidado deve ser redobrado com as crianças – por terem um corpo mais leve, os efeitos do veneno são potencializados. Além disso, não se deve perder tempo com medidas caseiras, o correto é buscar assistência médica imediata para aplicação do soro. Sobre as formas de controle do artrópode, Délio Campolina comenta: “Manter os locais limpos, não manter os entulhos nem condições que favoreçam sua proliferação, como a presença de baratas que sirvam de alimento para ele. A dedetização deve ser feita, pois mesmo que não o extermine, indiretamente o ataca através da eliminação das suas fontes de alimento.”

Velha nova informação: água parada em pneus contribui para proliferação do Aedes aegypti. Foto: Reprodução / G1.

Velha nova informação: água parada em pneus contribui para proliferação do Aedes aegypti. Foto: Reprodução / G1.

Verão tende a acentuar ameaça de mosquitos

Normalmente associado ao calor, às praias e ao Carnaval, o verão brasileiro também traz consigo a facilidade de propagação de pernilongos, moscas e mosquitos, caso do Aedes aegypti, responsável por doenças como a dengue e a febre chikungunya. O professor da Escola de Veterinária da UFMG, Romário Cerqueira, explica como as altas temperaturas favorecem o aparecimento desses animais: “Quando se tem um ambiente com alta temperatura, há uma aceleração do desenvolvimento das fases larvárias do inseto, que permite, em um curto prazo de tempo, o surgimento de uma grande quantidade de insetos”.

Outras condições que contribuem para essa proliferação são depósitos de água em calhas, canteiros, pneus e vasos de planta, o que impulsiona o aumento dos casos de dengue. Para combater os insetos, o professor afirma que o uso de inseticidas é uma tática viável, mas isso deve ser feito de maneira complementar a outras ações.

Mais do que estar atenta ao acúmulo de água parada, a população deve criar consciência sobre o assunto. “O importante é que essas informações [sobre formas de combate] não sejam apenas notícias que são divulgados no período da crise. As pessoas devem ser, sistematicamente, informadas sobre isso, para que aquilo passe a fazer parte de sua cultura e o cidadão possa, sem necessidade de cobrança do poder público, tomar medidas para prevenção dos problemas”, conclui o professor.

Sobre o programa de rádio

Saúde com Ciência apresenta a série “Mundo Animal III” entre os dias 18 e 22 de janeiro de 2016. De segunda a sexta-feira, às 5h, 8h e 18h, ouça na Rádio UFMG Educativa, 104,5 FM. O programa, produzido pela Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG, tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde.

Ele também é veiculado em outras 175 emissoras de rádio, distribuídas em todas as macrorregiões de Minas Gerais e nos seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Massachusetts, nos Estados Unidos.

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