Faculdade de Medicina

Universidade Federal de Minas Gerais


Escolha o iogurte mais saudável


Publicado em: Saúde - 5 de setembro de 2013

Quando vamos ao supermercado, nos deparamos com várias opções nas geladeiras: iogurte, bebida láctea, iogurtes funcionais – acrescidos de cálcio, vitaminas e lactobacilos vivos. Mas qual é a diferença entre eles?

iogurte

É preciso ficar atento para não se enganar. Muitas vezes encontramos produtos que são mais baratos, têm embalagens semelhantes, mas não são iogurtes. É o caso da bebida láctea: “ela contem até 51% do soro do leite, acrescido de leite fermentado (iogurte) e para ter a consistência cremosa leva amido de milho”, esclarece a nutróloga Maria Isabel Correia, professora do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFMG. Segundo ela, o iogurte é mais saudável por ser produzido com leite fermentado por bactérias que geram benefícios ao nosso organismo.

Maria Isabel explica que, como todos os derivados do leite, o iogurte é rico em proteínas e cálcio. A quantidade média ideal de consumo desse nutriente é de 1000 miligramas por dia. Um copo de leite integral, por exemplo, tem cerca de 246 miligramas.

Quanto aos iogurtes classificados como funcionais, eles são acrescidos de algum nutriente, como o próprio cálcio, ou de probióticos – as bactérias boas. Nas embalagens, elas costumam ser identificadas como lactobacilos vivos, dan regularis e outros. Segundo Maria Isabel, para serem consideradas probióticas, essas bactérias devem conter características nem sempre encontradas nos produtos: a quantidade ideal varia de 8 a 10 unidades formadoras de colônias e é preciso que elas sejam da cepa (grupo) das bactérias lactobacillus e bifum. Esses microorganismos geram impacto positivo em nosso organismo, ajudando a equilibrar a flora intestinal. Já o iogurte tradicional não leva probióticos – ele foi fermentado por bactérias, mas não necessariamente as probióticas.

A professora Maria Isabel deixa claro que consumir esses iogurtes não é essencial para aqueles que têm uma dieta variada e equilibrada. Para não depender dos probióticos, é preciso comer diariamente grande quantidade de fibras, encontradas em verduras, legumes, frutas e cereais. “Comida é um prazer, é saúde e é fundamental. Não comemos nutrientes, comemos alimentos”, ensina a professora.

Intolerância

Para aqueles que têm intolerância à lactose, caracterizada pela dificuldade de digerir leite e derivados, o iogurte pode ser uma alternativa. Isabel explica que, em alguns casos, a tolerância ao iogurte é melhor que a do leite, pois a quantidade de lactose é menor e ela é fermentada. Porém, nos casos de intolerância, antes de consumir iogurtes, é melhor consultar um profissional para avaliar individualmente o nível do problema com a lactose.

 

 

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