Faculdade de Medicina

Universidade Federal de Minas Gerais


A atuação dos profissionais da Saúde é fundamental para o tratamento e prevenção da violência contra a mulher. Para isso, eles precisam estar preparados, e capacitá-los é objetivo do curso à distância ofertado pelo Núcleo de Educação em Saúde Coletiva (Nescon/UFMG), em parceria com o Projeto de Atenção Integral à Saúde da Mulher em Situação de Violência da Faculdade de Medicina da UFMG.

O Nescon, que já trabalha com o sistema de ensino à distância, oferecerá plataforma para que as aulas online aconteçam. Em uma primeira etapa do Projeto, foi feito um planejamento estratégico e participativo para a formação de uma rede nacional de atendimento às vítimas.

Inicialmente, cerca de 300 profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) participarão de trabalhos individuais e coletivos, fóruns de discussões e redação de relatórios, por um período de 11 meses. As aulas, que iniciaram este mês, são dividas em três unidades, com objetivo de preparar os profissionais de diferentes partes do Brasil para atender, de forma humanizada, mulheres em situação de violência, bem como fortalecer a rede nacional de atendimento às vítimas.

De acordo com o coordenador do curso, professor Victor Hugo de Melo, a expectativa é de que mais de 1.300 profissionais sejam capacitados. “Iremos realizar outras etapas do curso, com o apoio e contribuição do Nescon. A plataforma nos permitirá alcançar os profissionais em todo o território, o que vai ao encontro de uma das metas do projeto, que é de estabelecer comunicação entre os diversos grupos de saúde”, diz o professor.

Para ele, o tema é atual e merece a atenção de todos os setores. “Vemos diariamente em jornais diversos tipos de violência contra a mulher, que até levam à morte. A Lei Maria da Penha existe, mas o número de vítimas ainda é alarmante. Por isso, precisamos atualizar o conhecimento dos profissionais para que façam um melhor atendimento”, conclui.

Estratégia
O coordenador explica que antes do início do curso foi realizado questionário com os alunos para ajudar a conhecer a realidade das regiões em que atuam. O questionário incluiu perguntas sobre medidas de enfrentamento, como é feito o acolhimento na unidade de saúde e como as redes se interligam, de forma a evitar que a mulher tenha que repetir a história da agressão em todos os lugares.

“Não temos muitas notícias sobre a situação de locais mais distantes, e saber como os alunos são nas diversas regiões, nos permitirá ter conhecimento sobre as diferentes realidades. Com isso, poderemos produzir materiais de estudo e atualizar a rede”, conta.

Para Elas
De âmbito nacional, o Projeto de Atenção Integral à Saúde da Mulher em Situação de Violência é financiado pelo Ministério da Saúde e executado por equipe da UFMG e seus parceiros de vários setores, estado, municípios e sociedade civil. O projeto foi lançado em 2013, na UFMG, durante o seminário “Para elas. Por elas, por eles… por nós”.

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