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É verão! Exposição ao sol exige cuidados


Publicado em: ExternasRádio - 30 de dezembro de 2015

Em reprise de série dedicada ao verão, Saúde com Ciência destaca benefícios e malefícios da exposição ao sol, atividades físicas ao ar livre e dicas para um sono tranquilo

ImpressãoO ano de 2015 já foi considerado o mais quente da história, com uma temperatura média global de 14,57°C, a maior desde o início dos registros, em 1880. Dentre os principais culpados, estão o aumento das emissões de gases na atmosfera e a força do El Niño – fenômeno natural caracterizado pela ausência de ventos que resfriam a superfície do Oceano Pacífico. Se as temperaturas dos últimos anos trouxeram momentos de extremo calor, alguns cuidados com a exposição prolongada ao sol devem ser priorizados nesta que é considerada a “estação mais quente do ano”.

De acordo com a dermatologista e professora da Faculdade de Medicina da UFMG, Luciana Baptista, longos períodos de exposição solar traz danos às células da pele – o câncer de pele ocorre devido a esse “acúmulo” e às queimaduras solares, dentre outros fatores. “Devemos nos preocupar ainda mais com o sol que tomamos nos primeiros vinte anos de vida, ou seja, as crianças, principalmente, devem ser observadas”, ressalta.

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Foto: Reprodução

A incidência dos raios solares ultravioleta A (UVA) é praticamente a mesma durante todo o dia, enquanto os raios UVB, apesar do progressivo comprometimento da camada de ozônio, têm menor incidência antes das 9h e depois das 15h. “O sol de nove às três da tarde, apesar de propiciar a formação de vitamina D no organismo, tem maior poder de causar queimaduras e provocar o envelhecimento cutâneo da pele, por causa da associação dos dois raios solares. É importante que as pessoas evitem ficar deitadas ao sol, fazer esportes e atividades aquáticas durante muito tempo”, afirma a professora.

Como o sol também traz benefícios à saúde, a pessoa pode se expor de dez a 15 minutos diariamente, lembrando de usar o protetor solar antes e durante a ida à praia, piscina ou outro local. “A exposição prolongada também pode causar insolação, ligada a náuseas, diarreia e desidratação”, reforça Luciana Baptista. O protetor deve ser usado principalmente no rosto, região do decote e ombro e, para quem é careca, onde fica o couro cabeludo. “Então essas pessoas que ficam mais tempo no sol devem passar o protetor diariamente, pela manhã e ao meio-dia, a fim de evitarem as queimaduras”, conclui.

Sobre o programa de rádio

O Saúde com Ciência reapresenta a série “É Verão” entre os dias 4 e 8 de janeiro de 2016. De segunda a sexta-feira, às 5h, 8h e 18h, ouça na rádio UFMG Educativa, 104,5 FM. O programa, produzido pela Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG, tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde.

Ele também é veiculado em outras 175 emissoras de rádio, que estão inseridas nas macrorregiões de Minas Gerais e nos seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Massachusetts, nos Estados Unidos.

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