Faculdade de Medicina

Universidade Federal de Minas Gerais


É possível viver bem com a talassemia


Publicado em: Notícias - 18 de maio de 2012

“Eu sei que viver é bom demais, e viver com qualidade de vida é melhor ainda”. A afirmação é de Eduardo Maércio Fróes, 32 anos, talassêmico. Ele foi convidado para dar depoimento durante palestra promovida ontem, 17 de maio, pela Liga Acadêmica de Oncologia e Hematologia da UFMG (LAOH).

Em sua apresentação, Eduardo, que também é colaborador da Associação Brasileira de Talassemia (Abrasta), contou sua história de vida desde a descoberta do diagnóstico, aos sete meses, frisando que é importante que o talassêmico leve uma vida normal. “Quem tem talassemia não deve ser tratado como coitadinho. Eu nunca deixei de fazer nada: viagens, festas, trabalho.” contou Eduardo, que foi eleito vereador com maior número de votos em Cruzília, sua cidade natal.

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Professor Marcos Borato Viana

Durante o evento, o professor Marcos Borato Viana, coordenador acadêmico do Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad) e a médica Priscila Cezarino Rodrigues, da Fundação Hemominas, apresentaram os aspectos clínicos da doença, e reforçaram a importância do profissional de saúde se informar sobre o assunto. “O que vai garantir a qualidade de vida do paciente é o conhecimento do profissional que vai cuidar dele”, afirmou Borato

Ocorrência comum
Segundo o professor Marcos Borato, estima-se que 5% da população tenha alguma forma de talassemia. Porém, em sua forma mais leve (talassemia minor ou traço talassêmico) não são apresentados sintomas e não há necessidade de tratamento. Ainda assim, afirma o professor, é fundamental que o diagnóstico seja realizado e que a pessoa saiba que é portadora, já que há uma chance de 25% de que uma criança, filha de pais com traço talassemico, apresente a forma mais grave da doença (talassemia major). Essa sim, necessita de diagnóstico precoce e tratamento adequado ainda bebê.

O portador da talassemia major pode precisar de transfusões de sangue e até mesmo de um transplante de medula, já que a doença se caracteriza por produção insuficiente de hemoglobina – proteína presente nos glóbulos vermelhos, responsável pelo transporte de oxigênio para as células.

Saiba mais sobre talassemias na página da Abrasta.

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