Notícias Externas

É Carnaval! Conheça doenças que podem ser transmitidas pela saliva


Publicado em: ExternasRádio - 5 de fevereiro de 2016

Programa de rádio reapresenta série especial sobre o Carnaval e fala sobre a mononucleose, conhecida como doença do beijo, o herpes e a candidíase, entre outros assuntos

ImpressãoFeriado chegando, blocos e marchinhas ditando o ritmo nas ruas, clima de azaração para embalar casais “apaixonados”. O Carnaval sugere tempos de folia e diversão, mas também sono diminuído, consumo de bebidas alcoólicas e alimentação desequilibrada. O programa de rádio Saúde com Ciência abordou três patologias adquiridas por meio do contato com a saliva:

Mononucleose

Chamada de doença do beijo, a mononucleose tem como agente causador o vírus Epstein-Barr, transmitido através do contato prolongado com a saliva de uma pessoa infectada. Disseminado em escala global, o vírus permanece latente no organismo do indivíduo após o contágio, podendo haver transmissão da doença mesmo com a ausência de um quadro clínico.

“O período de incubação, que é entre você adquirir o vírus e desenvolver a doença, pode variar de duas a quatro semanas. Mesmo você estando assintomático, o vírus está ali e a pessoa pode transmiti-lo por meses e até anos”, afirma a professora do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, Marise Fonseca.

“Assim como o vírus do herpes, a pessoa se contamina, pode manifestar clinicamente, ficar um tempo sem sentir nada e depois pode reapresentar a manifestação clínica. Isso é comum, no caso da mononucleose, em pessoas com alguma imunossupressão, seja por doenças ou medicamentos”, acrescenta a infectologista.

Os principais sintomas são febre, dores na garganta e alterações nos gânglios e o diagnóstico pode ser feito de forma clínica ou laboratorial. Sobre o tratamento, que dura, em média, de uma semana a dez dias, Marise explica que ele é sintomático, com hidratação e antitérmicos, já que não existe um medicamento específico para o vírus.

Mononucleose também é chamada de doença do beijo. Ilustração: Carina Cardoso

Mononucleose também é chamada de doença do beijo. Ilustração: Carina Cardoso

Herpes

Em geral, são duas as fases da doença: uma conhecida como prima infecção, quando o indivíduo é infectado, e o período de latência, no qual o vírus permanece “adormecido” no organismo. O professor da Faculdade de Odontologia da UFMG, Marcelo Naves, detalha: “É uma virose que, a partir da prima infecção, a pessoa passa a ser portadora do vírus e ele vai se manifestar ao longo da vida em momentos de muito estresse e baixa resistência”.

Logo, pacientes de enfermidades ligadas à baixa resistência, como o HIV/Aids e a tuberculose, devem ter cuidado redobrado. Além dos tipos labiais, Naves alerta para o herpes genital: “Com a maior prática do sexo oral, a gente tem visto com frequência alguns tipos de herpes genital na boca ou da boca na área genital”. Em casos de crise, é recomendado o uso de antivirais para alívio dos sintomas.

Candidíase oral – o popular sapinho

O “sapinho” é uma candidíase oral, que é uma infecção fúngica também relacionada à baixa resistência, principalmente em épocas de calor. Muito comum em crianças e idosos, os adultos não estão isentos. “Quando a candidíase ocorre na região genital, é mais comum em quem tem vida sexual ativa. Com a evolução da chamada felação – boca nos órgãos genitais – tem havido a transmissão de cândida para essa região também”, informa Marcelo Naves.

Em tempos de Carnaval, o professor pede maior cuidado. “A higiene pessoal é extremamente importante, tanto a da boca quanto a dos órgãos genitais, e a questão de você ter um controle maior em relação aos seus parceiros”, diz. A infecção pode ser tratada por meio de medicamentos antifúngicos.

Sobre o programa de rádio

O Saúde com Ciência reapresenta série dedicada ao Carnaval entre os dias 8 e 12 de fevereiro de 2016. O programa, produzido pela Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG, tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde. Ouça na Rádio UFMG Educativa (104,5 FM) de segunda a sexta-feira, às 5h, 8h e 18h.

Ele também é veiculado em outras 174 emissoras de rádio, distribuídas em todas as macrorregiões de Minas Gerais e nos seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Massachusetts, nos Estados Unidos.

    Contador de visitas: 825 visualizações

    Veja também: