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Dormir mal pode interferir no desempenho diário


Publicado em: ExternasSaúde - 16 de março de 2016

Psiquiatras alertam para as consequências de uma noite de sono mal dormida

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Imagem: Reprodução | Internet

O sono não é apenas um descanso, mas um processo ativo onde o corpo está em constante trabalho, é o que explica o professor do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFMG, Maurício Viotti. “O sono tem uma arquitetura, um ciclo que se repete durante toda a noite e, durante esse ciclo, várias coisas podem acontecer. Por exemplo, já temos pesquisas que indicam que, durante o estágio mais profundo do sono, o nosso corpo libera o hormônio do crescimento”, explica.

“A medicina do sono é uma área muito nova ainda, mas esse é um tema muito importante porque o sono é 1/3 da nossa existência” é o que afirma o psiquiatra e presidente da Fundação Nacional do Sono (Fundasono), Dirceu Valladares. Segundo ele, é preciso que as pessoas deem mais atenção para o sono, já que dormir pouco ou dormir mal podem gerar consequências para o organismo. “O sono está diretamente relacionado com o desempenho. Se dormirmos mal, ficamos mais cansados durante o dia. Isso acaba afetando também a nossa produtividade e proatividade. As pessoas que dormem bem, por volta de oito horas diárias, têm melhores condições de tomar decisões mais equilibradas e com mais rapidez”, ressalta.

De acordo com Valladares, a maioria dos adultos necessita de 7 a 8 horas de sono por noite, mas, em alguns casos, a pessoa pode precisar de menos de 6 horas ou de mais de 10 horas. Ele alerta que o uso de aparelhos eletrônicos antes de dormir pode influenciar no sono. “Quando a pessoa fica mexendo no celular ou então assistindo TV antes de dormir, a luz do aparelho acaba estimulando os olhos e o corpo entende que ainda está claro e não é hora de dormir, então, consequentemente, ele entende que tem que dormir até mais tarde para compensar as horas perdidas”, afirma.

Distúrbios do sono

Dirceu Valladares ressalta que uma noite mal dormida pode estar diretamente ligada com os distúrbios do sono. Entre os mais frequentes estão a insônia, o ronco e a apneia obstrutiva do sono.

Segundo o médico, a insônia mantém a pessoa acordada noite após noite e pode ocasionar privação do sono, podendo haver várias formas de manifestação, causas e tratamentos.

Já o ronco fragmenta o sono da pessoa que dorme e ainda de outra pessoa que, possivelmente, está no mesmo quarto, e isso faz com que ambas não durmam bem durante a noite. Porém, ele pode ser um alerta para uma doença mais grave. “O ronco pode ser um aviso de que a pessoa é vitima de apneia do sono”, diz o psiquiatra.

A apneia obstrutiva do sono é um episódio de cessação da respiração durante o sono e pode ocorrer várias vezes em uma mesma noite. “Atualmente, o tratamento mais eficaz e mais utilizado para o tratamento da apneia obstrutiva do sono é o Continuous Positive Airway Pressure (CPAP), ou seja, pressão positiva contínua em vias aéreas. Ele é um aparelho que facilita a respiração do paciente durante o sono”, conclui.

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Foto: Carol Morena

Semana do Sono

O sono foi tema da palestra que aconteceu na última terça-feira, 15 de março, na Faculdade de Medicina da UFMG. O encontro, que foi realizado na sala 150 da Unidade, contou com a participação de estudantes e faz parte das comemorações da Semana do Sono, que acontece entre os dias 14 e 20 de março e tem como tema “Bom sono é um sonho possível”.

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