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DIU é alternativa para contracepção segura


Publicado em: ExternasSaúde - 29 de setembro de 2016

Dispositivos e sistemas intrauterinos oferecem proteção duradoura contra gravidez indesejada para mulheres, no entanto, seu uso ainda é fonte de dúvidas

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Imagem: reprodução/internet

A recente associação do uso de algumas pílulas anticoncepcionais ao aumento do risco de trombose tem feito com que muitas mulheres busquem outros métodos de prevenção contra uma gravidez indesejada. Entre eles, os dispositivos e sistemas intrauterinos (DIU e SIU) são uma opção para quem deseja uma proteção de longo prazo. É o que afirma o professor do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFMG, Antônio Aleixo Neto. No entanto, sua utilização ainda desperta dúvidas.

O DIU e o SIU são dispositivos ou sistemas inseridos dentro do útero, por um médico, para impedir a passagem de espermatozoides e seu contato com o óvulo. “A vantagem desses métodos é a comodidade posológica e a alta eficácia, já que pode proteger a mulher durante cinco a dez anos, dependendo do produto utilizado”, conta o professor.

Neto explica que os métodos se diferenciam pelo material de que são constituídos, ocasionando duas formas de ação. O DIU é feito de cobre e funciona como um espermicida, inativando os espermatozoides devido à ação dos íons presentes no metal e causando uma reação inflamatória do endométrio, o qual age contra o corpo estranho.

Por sua vez, o SIU, também conhecido como DIU hormonal, age através da liberação da progesterona levonorgestrel, um hormônio que também tem efeito espermicida. “Ele induz uma semiatrofia do endométrio e uma ação de espessamento do muco cervical, dificultando ou impedindo a entrada dos espermatozoides para dentro da cavidade endometrial”, completa Aleixo. O SIU também pode ocasionar uma redução do fluxo menstrual em alguns casos.

O professor ressalta, porém, que é indispensável consultar um especialista antes de utilizar o método, pois existem algumas situações em que ele é contraindicado. “O uso dos dispositivos não é aconselhado para mulheres com HIV positivo, endometriose, câncer do colo do útero e do endométrio, com hipermenorreia – menstruação abundante- ou com cólicas menstruais acentuadas e mulheres com alto risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis, entre outras”, informa.

Mulheres grávidas também não devem utilizar o método, devido ao alto risco de abortamento. O professor alerta que, caso ocorra uma gravidez durante o uso do DIU ou SIU, a recomendação é de que se procure um médico, com urgência, para que o dispositivo seja retirado.

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