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Dicas para uma alimentação saudável


Publicado em: ExternasNotícias - 11 de abril de 2016

Grupo de Educação destacou a classificação dos alimentos, de naturais a processados

O que são alimentos in natura? E os processados e ultraprocessados? Eles são prejudiciais ao nosso organismo? E quais as dicas para se manter uma alimentação saudável? Essas foram algumas questões discutidas no Centro de Educação e Apoio Social do Nupad (Ceaps), no dia 6 de abril, em roda de conversa com pais e responsáveis por crianças acompanhadas pelo Programa de Triagem Neonatal de Minas Gerais (PTN-MG). A atividade foi realizada por estudantes de Nutrição da UFMG e PUC Minas, sob a coordenação de profissionais do Nupad.

Imagem Internet.

Imagem Internet.

“Os alimentos podem ser classificados em naturais e processados e, basicamente, quanto mais processados, pior para nossa saúde”, explicou a estudante Raniere Gomes. Nesta classificação, os alimentos naturais ou in natura, retirados diretamente da natureza, são aqueles que fornecem mais nutrientes para o organismo, como as frutas e verduras consumidas sem nenhum tipo de processamento. Já os alimentos minimamente processados, seja por corte, trituração ou limpeza, perdem um pouco do valor nutritivo e refletem alguma mudança de propriedade, como o sabor ou aparência.

Os produtos processados possuem algum aditivo para melhorar o sabor ou aumentar a durabilidade, como óleo, açúcar ou conservantes. “Por sua vez, os ultraprocessados são fabricados com pouco ou nenhum alimento natural”, pontuou Raniere. Neste caso, o alimento pode trazer aditivo de petróleo ou carvão, como no caso dos refrigerantes, salgadinhos e balas.

A estudante Luiza Andrade citou também o uso da denominada gordura trans, que é a gordura vegetal hidrogenada utilizada para deixar os alimentos mais crocantes e duráveis: “Ela é a pior das gorduras. Geralmente eleva o colesterol ruim, reduz o bom e pode trazer doenças cardiovasculares”.

Cuidado com as crianças

Como discutido pelo grupo, o modelo de vida atual, baseado na busca por maior praticidade e agilidade, acaba levando o indivíduo a ter uma alimentação menos saudável. “Hoje em dia preferimos o que é mais barato, mais rápido. Precisamos questionar isso, ensinar as crianças a serem saudáveis e não irem apenas na onda do que é fácil e gostoso, para que, depois de crescidas, possam escolher por elas mesmas”, destacou o estudante Túlio Henrique.

Cleide Gonçalves, que também participou da conversa, é mãe de duas crianças com fenilcetonúria, doença diagnosticada a partir da triagem neonatal que tem como base do tratamento a restrição para proteína animal e vegetal e uso de fórmula especial para evitar a defasagem proteica. Mesmo neste caso a recomendação é ter cuidado para não consumir em excesso os produtos que são permitidos. “A dieta do meu filho com seis anos nem é tão restrita, mas às vezes ele come muito apenas carboidrato, adora tapioca”, contou Cleide. “A proposta é passar a informação para que vocês usem o senso crítico e façam a melhor opção”, alertou Túlio.

Outra orientação é estar sempre atento ao rótulo dos alimentos. “Quando vamos ao supermercado nos preocupamos apenas com marca e preço, e os meninos olham só a embalagem”, reconheceu Cleide. Segundo os estudantes, uma dica é saber que os ingredientes listados em primeiro lugar no rótulo são aqueles presentes em maior quantidade. “Quanto mais próximos do natural e quanto mais entendermos a sua descrição, melhor”, acrescentou Luiza.

Guia Alimentar

Com base no Guia Alimentar para a População Brasileira, publicado pelo Ministério da Saúde em 2014, os estudantes apresentaram os dez passos para se manter uma alimentação balanceada e saudável. Alguns pontos são priorizar o consumo de alimentos naturais, comer com regularidade e com boa mastigação, evitar o uso do celular no momento da alimentação e limitar o consumo dos produtos processados. “O guia fala também sobre planejar tempo e espaço para preparar os alimentos e preferir locais onde as refeições são feitas na hora”, destacou a estudante de Nutrição, Natácia Santos.

Para ler o Guia na íntegra, acesse.

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